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Os preços globais dos alimentos subiram pelo terceiro mês consecutivo em abril, segundo acompanhamento da FAO - Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Foto: Reprodução/Gemini

Preços globais dos alimentos sobem pelo terceiro mês consecutivo

A guerra no Oriente Médio elevou os custos de energia e transporte e impulsionou os preços globais dos alimentos pelo terceiro mês seguido

Os preços globais dos alimentos subiram pelo terceiro mês consecutivo em abril, segundo acompanhamento da FAO – Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. O índice da agência registrou 130,7 pontos no mês, o que representa um aumento de 1,6% em relação ao nível revisado de março e de 2% ante abril de 2025.

Os aumentos foram causados principalmente pelos custos de energia e transporte relacionados à guerra no Oriente Médio.

“Apesar das interrupções ligadas à crise no Estreito de Ormuz, os sistemas agroalimentares globais continuam demonstrando resiliência. Os preços dos cereais aumentaram apenas moderadamente até o momento, sustentados por estoques relativamente robustos e suprimentos adequados das safras anteriores. Os óleos vegetais, no entanto, estão experimentando aumentos de preços mais acentuados, impulsionados principalmente pelos preços mais altos do petróleo, que estão aumentando a demanda por biocombustíveis e exercendo pressão adicional sobre os mercados de óleos vegetais”, afirmou o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, em nota.

O subíndice de cereais subiu 0,8% em relação a março e 0,4% em relação ao ano anterior, refletindo preços mais altos dos principais cereais, com exceção do sorgo e da cevada. O trigo subiu 0,8% e o milho, 0,7%, enquanto isso, o arroz teve alta de 1,9%.

O indicador de óleos vegetais da FAO subiu 5,9% em abril e atingiu o maior nível desde julho de 2022. Os preços mais altos dos óleos de palma, soja, girassol e canola impulsionaram a alta.

O subíndice de carnes teve elevação de 1,2%, com pico de preços da carne bovina, impulsionados pela oferta limitada de gado pronto para abate no Brasil, refletindo a reconstrução contínua dos rebanhos, afirma a FAO.

Por fim, na ponta contrária, o indicador para lácteos recuou 1,1% no mês e o de açúcar, 4,7%. A maior oferta global relacionou ambos os casos.

Fonte: cnn