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Vacinação contra chikungunya segue baixa em Dourados, mesmo com o avanço da doença. Apenas 3,7% do público procurou os postos Foto: PM Dourados

Chikungunya avança em Dourados e vacinação atinge menos de 4% do público-alvo

Vacinação contra chikungunya segue baixa em Dourados

A vacinação contra chikungunya segue baixa em Dourados, mesmo com o avanço da doença no município. Dados da prefeitura apontam que apenas 3,7% do público-alvo procurou os postos de saúde para receber a dose desde o início da campanha de imunização, realizada no fim de abril.

Segundo a administração municipal, somente 1.607 pessoas foram vacinadas na área urbana durante a primeira semana da campanha. Na reserva indígena, houve aplicação de outras 200 doses. Ao todo, cerca de 43 mil moradores fazem parte do grupo apto a receber o imunizante no município.

Dourados enfrenta uma das situações mais preocupantes de Mato Grosso do Sul em relação à arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Conforme dados da saúde pública, a cidade já contabiliza 10 mortes e mais de 3 mil casos da doença neste ano. Para tentar ampliar a cobertura vacinal, a prefeitura criou uma Unidade Móvel de Vacinação, que percorre bairros com maior incidência de focos do mosquito.

A vacinação é feita com dose única e destinada a pessoas entre 18 e 59 anos. O imunizante, porém, não pode ser aplicado em gestantes, puérperas, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas descompensadas. Mato Grosso do Sul recebeu inicialmente 20 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde para atender Dourados e Itaporã.

Com o avanço da chikungunya em 76 dos 79 municípios sul-mato-grossenses, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou a ampliação da vacinação para Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas. A distribuição das novas doses ocorrerá de forma gradual, conforme a demanda de cada município.

Conscientização coletiva

Diante desse cenário, a conscientização coletiva torna-se o pilar fundamental para reverter os índices de contágio na região. Primeiramente, a baixa adesão inicial reflete a urgência de fortalecer o diálogo entre as autoridades e a comunidade.

Nesse sentido, a imunização representa uma barreira científica essencial contra o avanço das arboviroses no estado. Além disso, a presença de unidades móveis nos bairros facilita o acesso de quem possui rotinas de trabalho intensas. Atualmente, o engajamento individual é o que garantirá a segurança sanitária de milhares de famílias sul-mato-grossenses.

Sobretudo, o combate ao mosquito transmissor deve se integrar às estratégias de saúde pública de forma permanente. Do mesmo modo, a correta informação sobre os critérios de aplicação evita dúvidas e aumenta a confiança no processo. Certamente, a proteção mútua reduzirá a pressão sobre o sistema hospitalar nos próximos meses. Portanto, a participação ativa da população é o caminho mais curto para erradicar os focos da doença.

Fonte: PM Dourados