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Pantanal Tech valorizou produção local de MS. Durante a feira, realizada em Aquidauana, 70 expositores fizeram negócios Foto: Secom/Gov.br

Com capacitação e vitrine de negócios, Pantanal Tech fortalece economia criativa e agricultura familiar de MS

Pantanal Tech valorizou produção local de MS

A economia criativa encontrou na Pantanal Tech um espaço para transformar talento e produção em oportunidade de negócio em MS. Durante a feira, realizada em Aquidauana, entre os dias 3 e 5 deste mês, 70 expositores tiveram a oportunidade de comercializar produtos em uma mostra que destacou a identidade cultural, inovação e valorização da produção local.

Divididos entre artesãos, produtores da agricultura familiar e empreendedores, o grupo foi preparado para participar da feira por meio de uma trilha de capacitação promovida pelo Sebrae/MS em parceria com o Governo do Estado. Com o intuito de ajudar os expositores a ampliarem as vendas durante a Pantanal Tech, a Jornada Criativa teve início em maio e foi concluída no evento com a entrega dos certificados aos participantes. A iniciativa abordou temas como apresentação de produtos, atendimento ao cliente, precificação, organização de estoque e estratégias de comercialização.

Entregar ao consumidor um produto de qualidade

“Nosso objetivo é entregar ao consumidor um produto de qualidade, mas, principalmente, preparar o empreendedor para gerir o seu negócio de forma sustentável. Quando ele aprende a organizar a gestão, precificar corretamente e agregar valor ao que produz, consegue gerar renda, crescer e viver da própria atividade”, esclarece a analista-técnica do Sebrae/MS, Daniele Muniz.

A iniciativa também reforça o papel da economia criativa como ferramenta de desenvolvimento social e geração de renda. “O segmento promove inclusão produtiva por meio da comercialização de produtos carregados de identidade, história e tradição. Quando fortalecemos esses pequenos negócios, fortalecemos também as comunidades indígenas, quilombolas, os artesãos e a economia dos municípios”, frisou a superintendente da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Luciana Azambuja.

Produtos que contam histórias

A Jornada Criativa foi estruturada, primeiramente, para atender demandas práticas dos expositores. O objetivo era prepará-los para apresentar produtos de forma estratégica. Desse modo, poderiam aproveitar, melhor, as oportunidades geradas por eventos de grande porte.

Mais do que proporcionar aprimoramento técnico, contudo, a formação alcançou outros resultados. Contribuiu, efetivamente, para fortalecer redes de colaboração entre os participantes.

Adicionalmente, ampliou a percepção sobre o potencial econômico da criatividade. Valorizou, igualmente, a cultura e a produção regional. Tais elementos atuam, portanto, como vetores cruciais do desenvolvimento sustentável.

Entre os expositores estava o artesão Ednilson Mendes Ferreira, de Aquidauana, proprietário da Yaguaretê, que transforma a tradicional faixa pantaneira em itens como faixas personalizadas, bandas para chapéu, jogos americanos, trilhos de mesa, chaveiros e peças decorativas.

Participante frequente das capacitações promovidas pelo Sebrae, ele afirma que cada formação acrescenta novas ideias ao negócio. “Cada palestra acrescenta alguma coisa. Eu e minha esposa sempre saímos com uma ideia nova para melhorar tanto o produto quanto a forma de divulgar o nosso trabalho”, pontuou.

Também presente na feira, a indígena Jaine Ortega Cardoso Albuquerque, da etnia Kinikinau, explica que a presença na Pantanal Tech proporciona muito mais do que comercialização do artesanato. “Mais do que vender, queremos mostrar quem somos. Durante muito tempo nossa etnia foi pouco conhecida. Cada peça que produzimos carrega a nossa identidade, nossa cultura e o trabalho de várias gerações, inclusive das crianças da comunidade”, destacou.

Agricultura familiar

Da agricultura familiar, a Queijaria Vaca Brava, referência na produção artesanal de queijos no Pantanal “Nicola”, também encontrou na Pantanal Tech uma oportunidade para ampliar mercados e fortalecer sua marca. “É um evento muito importante para nós. Além das vendas, ele ajuda a apresentar nossa marca para pessoas que ainda não conheciam nosso trabalho e nos dá ainda mais motivação para continuar investindo”, frisou a produtora Lúcia Monteiro.

Outra história de sustentabilidade e criatividade veio de Bonito. A empreendedora Marilizi Duarte, da empresa Cores e Formas, transforma madeiras descartadas em biojoias inspiradas na fauna, flora e paisagens sul-mato-grossenses. “Nós ressignificamos madeiras de descarte e transformamos esse material em biojoias que representam a identidade do Mato Grosso do Sul. Um evento como esse amplia nossa rede de contatos, fortalece os artesãos e cria novas oportunidades de negócios”, pontuou.

Ao reunir economia criativa, agricultura familiar e inovação em um mesmo espaço, a Pantanal Tech mostra que tradição e empreendedorismo podem caminhar lado a lado.

Mais do que uma vitrine de produtos, a mostra revelou pontos fundamentais. Demonstrou, primordialmente, como a qualificação e a valorização da identidade territorial fortalecem os pequenos negócios.

Adicionalmente, comprovou que o acesso a novos mercados gera renda. Consequentemente, consolida a economia criativa como um importante vetor. Trata-se, portanto, de uma estratégia essencial para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul.

Fonte: Ascom Pantanal Tech