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Dados do Datafolha mostram erosão na popularidade de Lula a semanas da disputa decisiva de reeleição. Foto: Ton Molina/Getty Images

Lula é o primeiro presidente a perder popularidade enquanto concorre à reeleição

Queda na popularidade de Lula contraria histórico de presidentes anteriores na disputa pela reeleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem quebrando uma tendência histórica de todos aqueles que concorreram à reeleição ao Palácio do Planalto. Até o momento, Lula não vem conseguindo ter melhoras expressivas em seus índices de popularidade durante a disputa pela reeleição.

Dados históricos do instituto Datafolha apontam que, desde 1998, tem sido um padrão que os presidentes da República cresçam nas pesquisas de avaliação enquanto concorrem a um novo mandato.

No entanto, não é o que vem ocorrendo com Lula neste ano. A pesquisa Datafolha divulgada (17) aponta um crescimento maior de índices negativos em relação aos positivos: os que consideram o governo “ótimo” ou “bom” saltaram de 32% em julho para 34% em setembro, mas os que avaliam como “ruim” ou “péssimo” foram de 38% para 42%.

As dificuldades para alavancar a popularidade têm sido apontadas pela campanha como o principal obstáculo para Lula também nas pesquisas de intenção de voto. Em que aparece tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e, em muitos casos, numericamente atrás.

Por isso, nos últimos dias, o presidente tem apostado em medidas de apelo popular, como o reajuste de 15% no valor do Bolsa Família, a duas semanas do primeiro turno das eleições. Ele também prometeu incluir canetas emagrecedoras no SUS e passou a defender de forma mais enfática o fim das bets. Tema que deve ser alvo de uma medida do governo nos próximos dias.

Histórico

Primeiro presidente a concorrer à reeleição, em 1998, Fernando Henrique Cardoso tinha 38% de avaliações “ótimo” ou “bom” e 19% de “ruim” ou “péssimo” no mês de julho. Logo antes do início oficial da campanha. Nas pesquisas de setembro, passou para 43% de ótimo/bom e 17% de ruim/péssimo.

Em 2006, o próprio Lula, na campanha que o conduziu para seu segundo mandato, foi de 38% de ótimo/bom em julho para 46% em setembro e 53% no fim da campanha, em outubro, enquanto o ruim/péssimo passou de 21% para 15%.

Já em 2014, Dilma Rousseff pulou de 32% de ótimo/bom em julho para 37% em setembro e 42% em outubro. Enquanto as avaliações mais negativas caíram de 29% para 20% antes de se reeleger.

Mesmo tendo perdido a eleição para Lula em 2022, Jair Bolsonaro seguiu o mesmo caminho de seus antecessores. Enquanto as avaliações positivas saltaram de 28% para 31%, as negativas caíram de 45% para 42%.

Fonte: o tempo