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Governo define estratégia no Senado para votar PEC da Segurança Pública e desarmar emenda da oposição. Foto: Marcos Oliveira/agência senado

Governo quer acelerar PEC da Segurança Pública e oposição insistirá em maioridade

De olho na eleição, governo tenta acelerar PEC da Segurança Pública sob pressão da oposição

A discussão sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública pode ser retomada nesta semana, mas ainda tem uma barreira pela frente: a redução da maioridade penal, pois a oposição incluiu uma emenda propondo a inclusão do tema e gerou um impasse para o governo, que tenta negociar a PEC da segurança pública e passou a defender a diminuição da idade para cumprir penas.

A base do governo espera conseguir votar o texto nesta terça-feira (20), separando a discussão sobre a maioridade penal. O líder do PT no Senado, Camilo Santana, disse que o governo aceita debater uma queda na idade para que os jovens respondam criminalmente. Mas que já existe uma PEC em tramitação no Congresso para isso. De acordo com ele, a PEC da Segurança trata somente de uma reformulação na atuação dos órgãos de segurança.

Já a oposição espera atrasar a votação. O discurso de parte dos opositores é que o debate sobre a PEC é “oportunista” já que acontece a poucos dias do segundo turno e deveria ser votado somente depois do pleito. Segundo o senador Carlos Portinho (PL-RJ), a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) de pautar a PEC neste momento é mais uma “ajudinha” à campanha de reeleição de Lula.

O que prevê a PEC da Segurança Pública que o governo tenta acelerar

A PEC da Segurança prevê mecanismos de integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios, incluindo forças-tarefa conjuntas, compartilhamento de informações e provas e integração de sistemas. O texto também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias federais.

A PEC prevê regras mais rigorosas para líderes e integrantes de facções criminosas, organizações paramilitares e milícias, com medidas relacionadas à posição hierárquica dos envolvidos.

Susp

Entre as medidas previstas estão regras específicas para o cumprimento de penas, restrições à progressão de regime e a benefícios processuais, possibilidade de confisco de bens ligados à atividade criminosa e responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas. O texto também prevê proteção a denunciantes e familiares.

A proposta inclui ainda direitos das vítimas na Constituição, como proteção, informação, assistência, acesso à Justiça e participação no processo penal, com atenção especial às mulheres.