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O governo inicia nesta segunda-feira (20) reuniões com os setores produtivos para medir os impactos do tarifaço de Trump e definir um pacote de ajuda econômica estratégica. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/agência brasil

Governo começa a ouvir setores afetados por tarifaço de Trump para definir tamanho da ajuda

Para definir apoio, governo avalia impactos do tarifaço de Trump em setores estratégicos

O governo federal inicia nesta segunda-feira (20) uma rodada de reuniões com representantes dos setores mais afetados pelo tarifaço adicional de 25% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) coordenará os encontros para dimensionar os prejuízos provocados pela medida. E definir o pacote de apoio às empresas exportadoras. As tarifas dos EUA entram em vigor na quarta-feira.

O governo orientou os ministérios a ouvir individualmente os segmentos atingidos para mapear a perda de contratos. Os riscos para a produção, os impactos sobre os empregos e a necessidade de crédito. A partir desse diagnóstico, a equipe econômica pretende calibrar o alcance das medidas de socorro. Que deverão respeitar as limitações fiscais e priorizar os setores mais vulneráveis.

As reuniões ocorrem poucos dias após o anúncio de que o Executivo estruturará um programa de apoio às empresas afetadas pela decisão do presidente americano Donald Trump. Entre as alternativas em estudo estão a ampliação de instrumentos já existentes do Plano Brasil Soberano, novas linhas de financiamento, reforço às ações de promoção comercial e, além disso, iniciativas para acelerar a abertura de mercados alternativos às exportações brasileiras.

A avaliação do governo é que ainda não há um retrato preciso dos impactos da sobretaxa sobre cada cadeia produtiva. Por isso, a estratégia será construir as medidas em conjunto com representantes do setor privado antes de anunciar o volume de recursos e os mecanismos que serão utilizados.

Governo promete apoio com responsabilidade fiscal

Na última semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não deixará empresários, agricultores, caminhoneiros e trabalhadores “na mão”, mas ressaltou que adotará qualquer medida de forma criteriosa e em consonância com o compromisso fiscal. Segundo ele, o governo prioriza a proteção dos setores atingidos sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Entre os segmentos que deverão participar das reuniões estão indústrias mais dependentes do mercado americano. Como máquinas e equipamentos, madeira, móveis, papel, calçados, plásticos e outros setores exportadores. O governo pretende identificar quais cadeias sofrerão os maiores impactos para definir a intensidade das medidas de apoio.

Em conclusão, paralelamente ao diálogo com o setor produtivo, o Brasil mantém conversas com autoridades americanas. E estuda os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica e na Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora a avaliação seja de que uma eventual reação comercial dependerá da evolução das tratativas bilaterais.

Fonte: o globo