Para definir apoio, governo avalia impactos do tarifaço de Trump em setores estratégicos
O governo federal inicia nesta segunda-feira (20) uma rodada de reuniões com representantes dos setores mais afetados pelo tarifaço adicional de 25% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) coordenará os encontros para dimensionar os prejuízos provocados pela medida. E definir o pacote de apoio às empresas exportadoras. As tarifas dos EUA entram em vigor na quarta-feira.
O governo orientou os ministérios a ouvir individualmente os segmentos atingidos para mapear a perda de contratos. Os riscos para a produção, os impactos sobre os empregos e a necessidade de crédito. A partir desse diagnóstico, a equipe econômica pretende calibrar o alcance das medidas de socorro. Que deverão respeitar as limitações fiscais e priorizar os setores mais vulneráveis.
As reuniões ocorrem poucos dias após o anúncio de que o Executivo estruturará um programa de apoio às empresas afetadas pela decisão do presidente americano Donald Trump. Entre as alternativas em estudo estão a ampliação de instrumentos já existentes do Plano Brasil Soberano, novas linhas de financiamento, reforço às ações de promoção comercial e, além disso, iniciativas para acelerar a abertura de mercados alternativos às exportações brasileiras.
A avaliação do governo é que ainda não há um retrato preciso dos impactos da sobretaxa sobre cada cadeia produtiva. Por isso, a estratégia será construir as medidas em conjunto com representantes do setor privado antes de anunciar o volume de recursos e os mecanismos que serão utilizados.
Governo promete apoio com responsabilidade fiscal
Em conclusão, paralelamente ao diálogo com o setor produtivo, o Brasil mantém conversas com autoridades americanas. E estuda os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica e na Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora a avaliação seja de que uma eventual reação comercial dependerá da evolução das tratativas bilaterais.
Fonte: o globo







