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Governo acaba com "taxa das blusinhas" e Mercado Livre registra avanço recorde de importados no e-commerce. Foto: Reprodução/Gemini

Fim da taxa das blusinhas acelera avanço dos importados no e-commerce

Decisão de Lula põe fim à “taxa das blusinhas” e acelera avanço de importados no e-commerce brasileiro

A decisão do governo de acabar com a chamada “taxa das blusinhas” reacendeu a disputa entre produtos nacionais e importados no e-commerce. A medida provisória assinada pelo presidente Lula voltou a zerar o imposto de importação para compras internacionais de até 50 dólares, justamente a faixa onde se concentra grande parte das vendas online no país. Para Francesco Weiss, Head de Negócios Corporativos da JoomPulse, em entrevista ao programa Mercado, o movimento aumenta ainda mais a competitividade dos produtos vindos de fora.

Explosão dos anúncios internacionais

Os efeitos já começaram a aparecer antes mesmo da nova regra entrar oficialmente em vigor. Quando as empresas captavam o desejo do governo de reverter a decisão de 2024. Segundo Weiss, o Mercado Livre adicionou 14,6 milhões de novos anúncios internacionais apenas em março deste ano — volume superior ao acumulado nos 14 meses anteriores. “Dobrou o volume de produtos internacionais atravessando a fronteira para o Brasil”, afirma. E o impacto não fica restrito às “blusinhas”. Categorias como brinquedos, acessórios automotivos e utensílios domésticos também passaram a sentir o aumento da concorrência estrangeira.

O avanço dos importados reflete uma mudança maior no varejo global. Com o ticket médio do e-commerce brasileiro em torno de R$ 303, muitos consumidores concentram compras justamente na faixa de até 50 dólares, aproveitando preços mais baixos e maior variedade. Para Weiss, a enxurrada de produtos estrangeiros mostra como o Brasil virou peça importante no mapa mundial do comércio digital. “O mercado internacional olha para o Brasil para escoar produtos”, resume.

Por fim, representantes do varejo nacional avaliam que a medida aumenta a pressão sobre pequenos lojistas brasileiros, que enfrentam custos maiores de produção, impostos e logística. O setor também acredita que os produtos estrangeiros devem intensificar ainda mais a concorrência nos próximos meses. Principalmente em categorias de baixo valor e alta demanda no comércio eletrônico.

Fonte: veja