Empresários e oposição se mobilizam para mudar ou retardar a tramitação no Senado da PEC que altera a escala 6×1.
A ideia, então, é retardar tanto o debate na CCJ quanto fazer adendos ao texto quando ele for ao plenário, o que obrigaria a PEC a voltar para a CCJ.
A oposição planeja ganhar tempo a partir daí, uma vez que o regimento prevê que, havendo emenda de plenário, o texto volta para a CCJ. Que tem os mesmos 30 dias para deliberar sobre as emendas. Não o fazendo nesse prazo, as emendas vão para o plenário. Só a partir daí é que a PEC estaria pronta para ser votada em dois turnos no plenário.
Na conta da oposição, essa estratégia avançaria a votação da PEC para agosto. E, com as alterações pretendidas, seria necessário ainda que ela retornasse para a Câmara.
Nesse sentido, empresários, por sua vez, deverão fazer um corpo a corpo no Senado.
Pressão no Senado
“Vamos fazer um corpo a corpo com todos os senadores e mostrar como o relatório da Câmara é um absurdo e um retrocesso. Da forma como está, engessa todo o processo. Pedimos apenas que façam uma discussão técnica e não deixem a motivação eleitoral forçar soluções que não atendam aos interesses do Brasil”, disse à CNN o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
Eles se reuniram (26) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e um grupo de 25 empresários e dirigentes de entidades empresariais.
Há o reconhecimento de que se trata de uma agenda popular e que muitos parlamentares têm receio de votar contra porque são candidatos à reeleição. A ideia dele, ainda segundo seus interlocutores, é fazer uma reunião de líderes quando a PEC chegar à Casa na próxima semana para tratar do rito.
Fonte: cnn





