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O CNPE reúne-se nesta terça-feira para definir o aumento da mistura de etanol na gasolina para 32%. A medida do governo visa ampliar biocombustíveis, gerando debates sobre impactos técnicos nos veículos. Foto: agência brasil

Governo deve decidir aumento do etanol na gasolina para 32% nesta terça-feira

Governo analisa aumento do etanol na gasolina sob pressão do setor automotivo

O governo planeja um aumento na mistura de etanol à gasolina nesta terça-feira (14), quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve decidir sobre a medida, que pode elevar o teor obrigatório dos atuais 27% para 32%. A proposta faz parte da política do governo para ampliar o uso de biocombustíveis e reduzir a dependência da gasolina fóssil.

A mudança vem sendo discutida nos últimos meses e, se aprovada, elevará o percentual de etanol presente em toda a gasolina comercializada no país.

O setor automotivo defende cautela antes da adoção da medida. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apoia o uso de biocombustíveis. Mas pede a realização de testes técnicos antes do aumento da mistura para garantir a compatibilidade dos motores.

Especialistas apontam que veículos mais antigos ou importados, desenvolvidos para operar com teores menores de etanol, podem apresentar aumento no consumo de combustível, desgaste de componentes do sistema de alimentação e maior risco de corrosão. Já os modelos mais modernos tendem a se adaptar melhor à nova composição.

Unica defende viabilidade técnica da mistura

Por outro lado, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que estudos realizados no âmbito do programa Combustível do Futuro concluíram que a mistura de 32% é tecnicamente viável. E não identificaram prejuízos ao desempenho ou ao funcionamento dos veículos avaliados.

Além de ampliar a participação de um combustível renovável na matriz energética, a medida poderá reduzir a necessidade de importação de gasolina. E a produção nacional de etanol terá capacidade para atender à demanda.

Na rede social X, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que, com relação ao PLP dos combustíveis, “o governo federal segue comprometido em retirar o subsídio que está sendo dado para a gasolina, necessitando apenas de mais um tempo para aguardar a estabilização do preço decorrente do conflito do Irã”.

Por fim, ele anunciou a reunião com os membros do CNPE para discutir o assunto. Embora não integre formalmente o CNPE, Motta foi convidado para participar da reunião.

Fonte: terra