Com a colheita atingindo 98% da área em MS, produtividade surpreende e estado projeta recorde de 17,759 milhões de toneladas de soja
Com as colheitadeiras praticamente deixando o campo, Mato Grosso do Sul (MS) caminha para registrar uma das maiores safras de soja da história, atingindo 17,759 milhões de toneladas nesta colheita. O ciclo 2025/2026 já alcançou 98,1% da área cultivada no Estado, enquanto a estimativa de produção foi revisada para cima.
Os dados são da Aprosoja MS, que divulgou novo boletim técnico sobre o desempenho das lavouras.
Segundo o levantamento, a produtividade média estimada subiu para 61,73 sacas por hectare, resultado 19,2% superior ao registrado no ciclo anterior. A amostragem de aproximadamente 937 mil hectares, equivalente a 19,5% da área plantada, embasou a projeção.
Apesar do avanço, a entidade destaca que os números ainda podem sofrer ajustes até o fechamento definitivo da temporada.
O boletim aponta um cenário predominantemente positivo nas lavouras sul-mato-grossenses
Cerca de 56,8% das áreas foram classificadas como boas, enquanto 27,6% aparecem como regulares e 15,6% foram consideradas ruins.
As perdas se concentraram principalmente na região sul do Estado, afetada por estiagem e temperaturas elevadas entre janeiro e fevereiro.
Mais de 640 mil hectares sofreram impactos climáticos, especialmente em municípios como Dourados, Ponta Porã e Maracaju.
Mesmo com os problemas climáticos, a safra manteve desempenho acima das expectativas iniciais.
O relatório também mostra que o plantio do milho segunda safra está praticamente concluído. A semeadura atingiu 99,8% da área monitorada, com cerca de 2,201 milhões de hectares cultivados.
A estimativa total para o cereal é de 11,139 milhões de toneladas, com produtividade média prevista de 84,2 sacas por hectare.
Embora a área plantada com milho tenha crescido cerca de 3%, a expectativa é de produção menor em comparação ao ciclo anterior, que teve desempenho considerado elevado.
Segundo a Aprosoja, o milho ocupa atualmente cerca de 46% da área anteriormente utilizada pela soja. A redução está relacionada ao risco climático, ao atraso no plantio e ao aumento da adoção de culturas alternativas, como sorgo e milheto.
As exportações continuam lideradas pela China, responsável por 68,7% da receita obtida com a soja sul-mato-grossense no primeiro trimestre do ano.
No cenário nacional, Mato Grosso do Sul ocupa atualmente a quarta posição entre os maiores estados exportadores de soja do país.
Fonte: Aprosoja-MS



