Em busca de protagonismo no Sul Global, China cobra cooperação do Brics em minerais estratégicos
China cobra Brics por união em minerais estratégicos e combate a crises. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, fez uma série de cobranças aos países dos Brics durante evento do bloco em Nova Délhi, na Índia (23). O chanceler pediu a união dos países em torno da organização, que classificou como o “grupo líder no Sul Global” em uma série de temas estratégicos que vão desde crises sanitárias, soluções de conflitos e comércio internacional.
O que é Sul Global
Não é uma região geográfica, mas um conceito geopolítico. Refere-se ao que no passado era citado como “Terceiro Mundo”, “países em desenvolvimento” ou “emergentes”. Em geral, o termo é usado por países cujos governos se agrupam em oposição a parte das políticas dos Estados Unidos e da Europa Ocidental.
A China não se coloca como a líder do Brics, mas é a principal economia do grupo.
Leia abaixo as sugestões feitas pelo chanceler chinês:
Proteger o multilateralismo, defender firmemente os propósitos e princípios da Carta da ONU e opor-se inequivocamente ao unilateralismo e ao protecionismo;
Defender um conceito de segurança comum, abrangente, cooperativo e sustentável. Promover firmemente a solução política de questões críticas e explorar ativamente maneiras eficazes de resolver disputas por meio do diálogo e da consulta;
Combater resolutamente o terrorismo em todas as suas formas;
Opor-se inequivocamente à militarização do espaço – órbita terrestre;
Reforçar a cooperação em matéria de recursos minerais estratégicos;
União para combater o surto de ebola na África;
Estar atentos aos riscos representados pela IA (inteligência artificial), regulamentar seu desenvolvimento e apoiar o avanço do ciberespaço global e da governança digital por meio das Nações Unidas como principal canal.
O encontro em Nova Délhi teve como tema principal a segurança nacional e os desafios impostos pelo desenvolvimento de tecnologias como IA nesse campo. Sobre isso, Wang Yi afirmou que o terrorismo internacional está atualmente passando por uma nova onda, “enraizada no unilateralismo que exacerba conflitos e confrontos, e intensifica as tensões intercivilizacionais e interreligiosas”.
Por fim, declarou que a ausência de uma regulamentação sobre as tecnologias emergentes é um dos principais riscos civilizatórios no momento e que a China está disposta a fortalecer a comunicação e a cooperação com outros países nas áreas de combate ao terrorismo e segurança cibernética. A China é um dos expoentes no desenvolvimento dessas tecnologias, ao lado dos Estados Unidos.
Fonte: poder360







