Conta corrente do Brasil tem déficit menor que o previsto em maio; investimento direto supera expectativas
O Brasil registrou um déficit na conta corrente menor do que o esperado em maio, ao mesmo tempo em que os investimentos diretos no país superaram as expectativas, mostraram dados do Banco Central nesta sexta-feira.
Em maio, o rombo em transações correntes chegou a US$3,185 bilhões, acumulando em 12 meses o equivalente a 2,60% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o BC.
O resultado veio melhor do que a expectativa do mercado, conforme pesquisa da Reuters com especialistas, que apontava para um saldo negativo de US$4,159 bilhões em maio. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$3,318 bilhões.
No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$7,974 bilhões, acima dos US$5,75 bilhões projetados na pesquisa e contra US$3,863 bilhões em maio de 2025.
A conta de renda primária apresentou rombo de US$5,542 bilhões em maio, ante déficit de US$5,577 bilhões no mesmo período do ano anterior.
Em maio, a balança comercial teve superávit de US$6,951 bilhões, contra US$6,437 bilhões no mesmo mês de 2025.
Já o rombo na conta de serviços ficou em US$5,162 bilhões, contra saldo negativo de US$4,619 bilhões em maio do ano anterior.
Exportações e importações seguem como principais vetores do equilíbrio das contas externas brasileiras
O Banco Central também destacou que a dinâmica das contas externas segue influenciada pelo desempenho das exportações e pela demanda interna por importações, que tende a se manter elevada em períodos de maior atividade econômica. As exportações brasileiras de bens e serviços continuaram sustentando parte relevante do equilíbrio externo, com destaque para commodities agrícolas e minerais, que mantêm preços relativamente favoráveis no mercado internacional.
Ao mesmo tempo, as importações cresceram em ritmo consistente. Impulsionadas principalmente por bens de capital e insumos industriais, refletindo a retomada gradual dos investimentos produtivos no país. Esse movimento contribuiu para ampliar o déficit na conta de serviços, que inclui gastos com transporte, viagens internacionais e uso de propriedade intelectual.
O fluxo de investimentos diretos no país permaneceu como um dos principais pilares de financiamento do déficit em transações correntes. Segundo o Banco Central, esses aportes seguem financiando projetos de longo prazo. Especialmente nos setores de energia, infraestrutura e indústria, o que reforça a percepção de atratividade da economia brasileira para investidores estrangeiros.
Por fim, economistas acompanham o comportamento desses indicadores como sinal da sustentabilidade do equilíbrio externo. Eles avaliam que a combinação entre déficit em conta corrente e forte entrada de investimento direto ainda mantém a posição externa relativamente confortável. Desde que o financiamento siga estável ao longo dos próximos meses.
Fonte: terra







