Com estabilidade na projeção da inflação para 2026, o Boletim Focus desta semana também trouxe revisões para o crescimento do PIB e do câmbio
O mercado financeiro interrompeu a sequência de reduções na projeção para a inflação de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (24). A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 5,02%, depois de seis semanas consecutivas de queda.
Apesar da estabilidade, a inflação esperada para este ano continua acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central. O objetivo é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Mercado eleva projeção de inflação para 2027
Para 2027, o movimento foi na direção contrária. A projeção para o IPCA avançou de 4,24% para 4,25%, na segunda semana consecutiva de alta. Além disso, para 2028, a estimativa permaneceu em 3,80% e, para 2029, em 3,50%.
No campo da atividade econômica, os economistas reduziram a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, de 1,98% para 1,95%. Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,50%. Já a projeção para 2028 subiu de 1,89% para 1,98%, enquanto a de 2029 continuou em 2%.
Selic mantém projeções para os próximos anos
As expectativas para a taxa básica de juros não sofreram alterações. A projeção para a Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano. Para 2027, o mercado continuou prevendo taxa de 12%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 ficaram em 10,50% e 10%, respectivamente.
No câmbio, a previsão para o dólar ao fim deste ano também permaneceu em 5,20 reais. Para 2027, a estimativa subiu de 5,29 reais para 5,30 reais. Em 2028, ficou estável em 5,30 reais e, para 2029, recuou de 5,36 reais para 5,36 reais, sem alteração na mediana.
Em conclusão, o Boletim Focus reúne semanalmente as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira e funciona como um termômetro das expectativas do mercado para inflação, juros, câmbio e atividade econômica.
Fonte: veja








