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Mercado eleva projeção para Selic a 14% em 2026, de acordo com o Boletim Focus divulgado ontem (22). Na semana anterior, a pesquisa apontava Selic a 13,75% este ano, antes de o BC cortar a taxa em 0,25 ponto percentual (17) a 14,25%. Foto: Gregg Newton/ Bloomberg

BOLETIM FOCUS: Mercado eleva projeção para Selic a 14% em 2026

Boletim Focus sinaliza Selic de 14% em 2026 diante de inflação persistente

Analistas consultados pelo Banco Central passaram a ver ainda menos afrouxamento monetário este ano, com a taxa básica de juros Selic encerrando 2026 a 14,0%, de acordo com o Boletim Focus divulgado (22).

Na semana anterior, a pesquisa apontava Selic a 13,75% este ano, antes de o BC cortar a taxa em 0,25 ponto percentual (17) a 14,25%.

A autoridade monetária deixou os próximos passos em aberto ao argumentar que avalia trajetórias de juros “alternativas” para atingir a meta de inflação em um horizonte um pouco mais distante, e analistas avaliarão a ata desse encontro na terça em busca de mais pistas.

A projeção para os juros básicos em 2027, por sua vez, foi mantida em 12,0%.

Inflação segue em alta e expectativas do mercado se deterioram pelo 15º mês consecutivo

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou deterioração na expectativa para a inflação em 2026 pela 15ª vez seguida, com a alta do IPCA agora calculada em 5,33%, de 5,30% antes.

Para 2027 a conta subiu a 4,15%, de 4,10%, e para 2028 foi a 3,70%, de 3,68%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Além disso, para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano melhorou em 0,02 ponto percentual, a 1,98%, permanecendo em 1,70% para o ano que vem.

O mercado financeiro mantém revisões consecutivas para cima nas projeções de inflação, refletindo maior sensibilidade às condições econômicas internas e ao cenário externo. Analistas observam que a persistência desse movimento indica percepção de inflação ainda resistente em alguns segmentos da economia.

Instituições financeiras acompanham fatores como preços administrados, comportamento dos serviços e variações cambiais para ajustar suas estimativas.

Por fim, o ambiente econômico também leva investidores a reavaliar o ritmo de convergência dos preços em relação à meta oficial. Esse processo, contudo, reforça incertezas sobre a trajetória futura da inflação e influencia decisões de política monetária no curto prazo.

Fonte: forbes