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Ajudar o garçom diz muito sobre sua personalidade. Segundo a psicóloga Cibele Santos, o gesto demosntra empatia e altruísmo Foto: Divulgação/Internet

Gesto comum em restaurante indica traços profundos da personalidade

O que o gesto de ajudar o garçom revela sobre a sua personalidade

Um pequeno gesto que faz parte da personalidade de muitos: ao término da refeição, empurra o prato para o canto da mesa e começa a ajudar o garçom empilhando copos ou a entregando talheres. A atitude, vista por muitos como uma gentileza, pode revelar muito mais do que boa educação.

De acordo com a psicóloga Cibele Santos, esse pequeno gesto do dia a dia pode ser um forte indicativo de traços profundos da personalidade. “Ajudar o garçom a tirar a mesa, ainda que pareça simples, é um comportamento pró-social. Isso quer dizer que a pessoa age pensando no bem-estar do outro, sem esperar nada em troca”, explica.

Por trás desse hábito, muitas vezes inconsciente, estão cinco características marcantes:

1. Empatia: é a facilidade de se colocar no lugar do outro. Pessoas assim percebem o esforço dos profissionais ao redor. Como resultado, sentem-se motivadas a ajudar. Segundo a psicóloga, “elas compreendem emoções e necessidades. Ou seja, aquelas que nem sempre são verbalizadas”. 

2. Altruísmo: é o desejo genuíno de ajudar. Nesse sentido, é um traço sem busca por reconhecimento. De acordo com Cibele, ele está ligado a um sentimento autêntico. Isto é, de contribuição para o bem coletivo.

3. Consciência social: se manifesta em indivíduos atentos ao ambiente. Eles percebem, de antemão, quando alguém precisa de ajuda. E, por conseguinte, tomam a iniciativa. A psicóloga diz que “é uma sensibilidade que vai além do óbvio”.

4. Habilidades interpessoais: para a especialista, quem costuma ajudar tem mais facilidade para se comunicar. E além disso, para criar vínculos. Essas são pessoas abertas. Por conseguinte, valorizam a colaboração.

5. Abertura para novas experiências: de acordo com a psicóloga, esse traço indica disposição para aprender com o outro. Isso ocorre, inclusive, em interações breves. Cibele afirma: “Essas pessoas não enxergam as relações como passageiras. Contrariamente, veem-nas como oportunidades de troca”.

Por fim, embora muitos considerem o gesto como algo trivial, a especialista destaca que são justamente essas ações cotidianas que revelam quem realmente somos. “Quando você se dispõe a ajudar, mesmo sem obrigação, está mostrando o valor que dá à convivência, à empatia e à coletividade”, finaliza.

Fonte: Metrópoles