Eduardo, que é fiscal de tributos da Prefeitura de Camboriú e também pastor, aceitou. Ele contou que ainda enfrentava o luto pela morte do pai e passava por dificuldades financeiras e problemas do dia a dia. Segundo Paulo, naquele momento o abraço era exatamente o que o outro motorista precisava.
“Me senti muito bem. Senti um conforto muito grande, um acolhimento muito grande. Foi um momento, como ele disse, preparado por Deus. Às vezes a gente está passando por situações complicadas, difíceis, e Deus prepara um momento para a gente”, disse Eduardo Santos.
Um momento de acolhimento após a batida
Os dois permaneceram abraçados por 32 segundos. Depois, já na calçada, Paulo Amaral perguntou se poderia fazer uma oração. Eduardo aceitou. Para ambos, o encontro teve um significado espiritual. Eles afirmam que sentiram conforto e acolhimento durante a conversa, e dizem acreditar que aquele momento foi preparado por Deus.
Os prejuízos da batida acabaram ficando em segundo plano. O seguro cobriu os danos dos veículos, enquanto o episódio ganhou repercussão.
A história só se tornou conhecida porque o pedreiro Silvio, afastado do trabalho para tratar uma inflamação no ombro. Pelo afastamento, ele costuma acompanhar imagens das câmeras de segurança da cidade. Ao ver o acidente ao vivo, imaginou que os motoristas brigariam, como acontece com frequência. Em vez disso, assistiu ao abraço.
“Eu achei que eles iam descer e brigar, como muita gente faz. Mas não foi. Foi diferente, o contrário. E assim tem que ser. Tem que ter amizade no trânsito”, disse Silvio.
Por fim, Silvio mostrou a cena para a família, e a imagem foi para as redes sociais. Dias depois, todos os personagens da história se encontraram. Paulo contou que nunca tinha visto Eduardo antes do acidente e que os dois se tornaram amigos. Para ele, o abraço plantou uma semente que pode inspirar outras pessoas.
“Agora nasceu uma grande amizade. E essa semente, eu tenho fé que vai germinar. E vai germinar como uma árvore muito bonita”, disse Paulo.
Fonte: g1