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Com o terceiro corte do Copom, a Selic caiu para 14,25% ao ano. Entenda o impacto da decisão do Banco Central na economia e as expectativas para a inflação. Foto: agência brasil

Copom reduz Selic para 14,25% ao ano e faz terceiro corte consecutivo dos juros

Com terceiro corte consecutivo, Copom mantém trajetória de queda na taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou (17) o terceiro corte consecutivo da taxa Selic, reduzindo os juros básicos da economia em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano.

A redução já era esperada pela maior parte do mercado financeiro e ocorre em um cenário de desaceleração da inflação, queda dos preços internacionais do petróleo e menor pressão sobre os combustíveis após o acordo para redução das tensões no Oriente Médio.

Em comunicado divulgado após a reunião, o Banco Central afirmou que o ambiente internacional ainda exige cautela devido às incertezas envolvendo os desdobramentos do conflito na região. E seus impactos sobre a economia global. Segundo o Copom, a volatilidade nos preços de ativos e commodities continua sendo um fator de atenção para países emergentes.

Economia aquecida e inflação ainda preocupa

No cenário interno, o comitê destacou que a economia brasileira segue aquecida, Com crescimento da atividade econômica no primeiro trimestre e mercado de trabalho ainda resiliente. Ao mesmo tempo, observou que a inflação e os núcleos inflacionários permanecem acima da meta estabelecida, o que exige acompanhamento contínuo da política monetária.

Esta foi a terceira redução consecutiva da Selic. Em março, a taxa caiu de 15% para 14,75% ao ano. Em abril, houve novo corte para 14,50%, e agora passou para 14,25%. Antes disso, o Banco Central havia promovido sete aumentos seguidos nos juros, levando a Selic ao maior patamar desde 2006.

A decisão também ocorreu durante a chamada “Superquarta”, quando os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam, no mesmo dia, suas decisões sobre juros. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75% ao ano. Sobretudo, na primeira reunião comandada pelo novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

Segundo o Banco Central, o comportamento da inflação continuará sendo determinante para os próximos passos da política monetária. A instituição afirmou, contudo, que a intensidade e a duração do atual ciclo de cortes dependerão da evolução dos indicadores econômicos. E da convergência da inflação para a meta.

O que é a Selic?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros são elevados, empréstimos e financiamentos ficam mais caros, reduzindo o consumo e ajudando a conter a alta dos preços. Por outro lado, quando a Selic diminui, o crédito tende a ficar mais acessível, favorecendo o consumo, os investimentos e a atividade econômica.

Apesar disso, o custo final dos empréstimos ao consumidor também depende de fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro das instituições financeiras.

Fonte: o globo