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Documentos protocolados no TSE mostram como diferentes candidaturas ao governo de MS planejam integrar a Rota Bioceânica às redes logísticas e econômicas do estado. Foto: Itaipu Binacional

Rota Bioceânica aparece em 6 dos 8 planos de governo de candidatos em MS; veja propostas

Apenas Daniel Lemes (PCO) e Jeferson Bezerra (Agir) não citam a Rota Bioceânica em seus planos para assumir o governo de MS

Dos oito planos de governo protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre os candidatos a governador de Mato Grosso do Sul (MS) nas eleições de 2026, seis citam propostas relacionadas à Rota Bioceânica. Algumas promessas se encontram em ideais, já outras se distanciam.

Apenas os candidatos Daniel Lemes (PCO) e Jeferson Bezerra (Agir) não mencionam a Rota Bioceânica em seus planos para assumir o governo de Mato Grosso do Sul (MS).

O corredor logístico deve ampliar a conexão do Brasil, por meio de Mato Grosso do Sul, com outros países da América do Sul.

Com mais de 2,4 mil quilômetros de extensão, a Rota Bioceânica é um corredor rodoviário internacional que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de rodovias do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
O principal objetivo do projeto é reduzir o tempo e os custos do transporte de cargas entre os países do Mercosul e os mercados asiáticos. Um dos principais símbolos da rota é a Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que ligará Porto Murtinho (MS) à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. A estrutura terá 1.294 metros de extensão e 20,10 metros de largura.
O plano de governo é o documento em que um candidato apresenta as principais propostas, metas e ações que pretende colocar em prática caso seja eleito. Ele serve para mostrar ao eleitor quais são as prioridades do candidato e como ele pretende administrar o município, estado ou país.
Veja abaixo o que os candidatos dizem nos planos de governo:

Delcídio Amaral (PRD)

Delcídio do Amaral concentra sua proposta no protagonismo do governo estadual para viabilizar as estruturas necessárias à operação da Rota. E, além disso, ampliar seus benefícios econômicos para Mato Grosso do Sul.

Para isso, afirma que pretende garantir a “plena operação e infraestrutura de suporte para a Ponte da Rota Bioceânica”, coordenando ações com o governo federal para a conclusão da alça de acesso da BR-267, do contorno de Porto Murtinho e da estruturação do Centro Unificado de Fronteira.

A proposta, segundo o plano, busca ativar o corredor logístico internacional de conexão com o Oceano Pacífico.

Economista Renato Gomes (DC)

Em seu plano de governo, o economista defende uma “Promoção Internacional pela Rota Bioceânica” como estratégia para atrair turistas estrangeiros.

Ao frisar que os principais investimentos em infraestrutura são de responsabilidade federal, ele defende que Mato Grosso do Sul concentre esforços na promoção internacional do estado, com ações voltadas aos mercados andino, paraguaio e asiático.

A proposta, portanto, prevê que, em até 100 dias, o governo possa iniciar ações de promoção internacional sem precisar esperar a conclusão de toda a infraestrutura da Rota Bioceânica.

Eduardo Riedel (PP)

No plano de governo, o atual governador de Mato Grosso do Sul e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), trata a Rota Bioceânica como um ativo “consolidado” de sua gestão.

Para Riedel, o projeto reforça a posição de Mato Grosso do Sul como uma “plataforma logística estratégica para o Brasil e para a integração sul-americana”. O candidato afirma que pretende inserir a Rota Bioceânica em uma matriz logística “intermodal”, ou seja, que integre diferentes meios de transporte, como hidrovias, ferrovias, rodovias e aeroportos.

“O próximo ciclo buscará consolidar uma infraestrutura logística moderna, integrada e resiliente. Ampliando a conectividade entre regiões produtoras, centros urbanos e mercados consumidores”, destaca o plano.

Entre as propostas apresentadas estão a elaboração e implementação do Programa Estadual de Logística e Transportes (PELT) e a consolidação de corredores logísticos estratégicos para ampliar a integração regional e internacional.