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Prévia do PIB, IBC-Br cresceu 0,8% em janeiro. Indicador do Banco Central mostra crescimento puxado por serviços e indústria, enquanto agropecuária registra retração no início de 2026. Foto: Reprodução

Prévia do PIB, IBC-Br cresce 0,8% em janeiro

Alta do IBC-Br em janeiro reforça avanço da atividade econômica e indica sinal positivo para o PIB brasileiro no início de 2026

A atividade econômica brasileira iniciou 2026 em ritmo de expansão. O IBC-Br, indicador calculado pelo Banco Central do Brasil e considerado uma prévia do desempenho do PIB, registrou alta de 0,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025. De acordo com dados com ajuste sazonal.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, que avançou 0,8% no período, enquanto a indústria cresceu 0,4%. Já a agropecuária apresentou queda de 1,5%, limitando um avanço mais forte do indicador no início do ano.

Ao excluir o desempenho do setor agropecuário, o índice mostrou expansão ainda maior no mês. O IBC-Br sem agropecuária avançou 0,9% em janeiro, refletindo, contudo, a resiliência da atividade em segmentos ligados à indústria e aos serviços.

No recorte trimestral, o indicador também apresentou crescimento. No trimestre encerrado em janeiro de 2026, a atividade econômica registrou alta de 0,8% em comparação com o trimestre terminado em outubro de 2025.

Já no acumulado em 12 meses, o IBC-Br apresentou crescimento de 2,3%, indicando expansão moderada da economia brasileira no período. Analistas e investidores acompanham de perto o indicador. Pois ele funciona como um termômetro da atividade econômica e antecipa sinais sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). Divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O que é o IBC-Br?

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC” para o PIB, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Publicado desde março de 2010, o indicador tem o objetivo, segundo o BC, de mensurar a evolução da atividade econômica do país e “contribuir para a elaboração de estratégia de política monetária”.

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) também acompanham o índice, na prática, para avaliar o ritmo da economia brasileira e entender como a taxa Selic influencia a dinâmica de crescimento.

Apesar de frequentemente comparado ao PIB, o próprio Banco Central ressalta que existem diferenças conceituais, metodológicas e de frequência entre os dois indicadores.
Fonte: veja