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Preço do petróleo disparou e se aproximou de US$ 120 o barril e bolsas asiáticas ampliaram perdas. Foto: Reprodução/Instagram

Petróleo dispara e se aproxima de US$ 120 o barril; bolsas têm forte queda

Preço do petróleo dispara e barril se aproxima de US$ 120 em meio à guerra no Oriente Médio

As bolsas de valores desabaram nesta segunda-feira (9), e o preço do petróleo disparou até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630), em meio aos temores provocados pela guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem sinal de trégua.

Com a perspectiva de impactos do conflito sobre a economia global, os mercados asiáticos ampliaram as perdas registradas na semana passada.

A bolsa de Seul, que até o início do conflito apresentava forte desempenho impulsionado por empresas de tecnologia, fechou o dia em queda de 5,96%, enquanto Tóquio recuou 5,2%.

O preço do gás natural na Europa também disparava. Os contratos futuros do TTF holandês, referência regional, registravam alta de 30%, para 69,50 euros (quase US$ 80).

Nos últimos dias, ataques atingiram campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, provocando redução da produção.

Além disso, os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também reduziram a produção em meio a ataques iranianos contra seus territórios.

Os países do G7 estudam recorrer de forma coordenada às reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. Dessa forma, uma fonte do governo francês confirmou que a possibilidade será discutida em videoconferência entre os ministros das Finanças.

A Agência Internacional de Energia (AIE) exige que seus membros mantenham reservas equivalentes a 90 dias de importações de petróleo.

‘Imposto sobre a economia global’

O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, está suspenso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Com a perspectiva de que os preços da energia permaneçam elevados por um período prolongado, cresce o temor de uma onda inflacionária capaz de afetar a economia global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a alta do petróleo, destacando a importância de eliminar “a ameaça nuclear do Irã”.

“O aumento de curto prazo dos preços do petróleo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo”, escreveu Trump na plataforma Truth Social. “APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!”, acrescentou.

Analistas, no entanto, alertam para possível impacto severo na economia mundial.

“O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, “o petróleo acima de 100 dólares não representa apenas uma alta das commodities. Torna-se um imposto sobre a economia global”.