Veja como a intoxicação alimentar desequilibra o corpo e o que fazer para evitar complicações graves
Autoridades investigam o que está por trás de mais de uma centena de internações e uma morte confirmada após pessoas frequentarem uma pizzaria na cidade de Pombal, na Paraíba. A principal hipótese em apuração é intoxicação alimentar causada por ingredientes utilizados nos pratos servidos. Ao longo do texto, descubra o que a intoxicação alimentar pode causar no corpo humano.
O que é uma intoxicação alimentar?
Trata-se de um problema de saúde causado por toxinas liberadas por bactérias ou fungos ingeridos junto a alimentos, ainda que nem sempre os microrganismos que produzem as substâncias prejudiciais estejam presentes na comida.
Em geral, a intoxicação está ligada a falhas na higiene das mãos, dos utensílios ou dos próprios alimentos, bem como cozimento inadequado e armazenamento impróprio da comida ou de sua matéria-prima.
Entre as bactérias que mais provocam episódios de intoxicação estão a Escherichia coli, encontrada em carnes, a Staphylococcus aureus, de leite e derivados, e a Salmonella, mais comum em ovos.
As toxinas sintetizadas por esses micróbios tendem a danificar a mucosa intestinal, prejudicando os mecanismos de defesa e absorção de nutrientes no aparelho digestivo.
Os primeiros sintomas surgem numa janela de algumas horas após o consumo, quando as substâncias nocivas chegam ao intestino. A agressão dispara uma reação imunológica e altera a formação do bolo fecal e os movimentos intestinais. Tudo isso está por trás de dor de barriga, enjoo, vômito, mal-estar e diarreia.
O que o quadro pode gerar
O quadro pode gerar desidratação, pela perda de líquidos, e fraqueza, limitando as atividades diárias. Crianças, idosos e pessoas com a imunidade comprometida estão mais sujeitos a complicações e internações.
Em geral, o problema tende a melhorar em um ou dois dias. Mas, se a diarreia e outros sinais da intoxicação alimentar persistirem, a recomendação é procurar um pronto-atendimento para receber o tratamento de suporte. Que pode envolver soro na veia, remédios para ajudar a regular o intestino etc.
Em conclusão, para reduzir o risco do problema, as medidas preventivas clássicas envolvem lavar bem as mãos antes de mexer com alimentos, higienizar frutas e hortaliças. Separar ovos e carnes dos demais ingredientes para evitar a contaminação cruzada; não ingerir produtos com marcas de mofo ou validade vencida. Limpar corretamente os utensílios domésticos e cozinhar tudo no tempo adequado.
Fonte: veja




