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Governo lança edital do Desenrola 3.0 e bancos projetam até R$ 90 bilhões em carteiras para leilão. Foto: Luis Lima Jr. /Fotoarena/Estadão

HOJE: Governo publica chamamento de bancos para o Desenrola 3.0

Bancos têm até 5 dias para aderir ao Desenrola 3.0 após publicação do edital pelo governo

O governo federal deve publicar nesta quinta-feira (22) o edital de chamamento para que bancos e outras instituições financeiras, além de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), possam aderir ao Desenrola 3.0.

A expectativa é que o edital registre até R$ 90 bilhões em negociações.

Em seguida, o governo deve avaliar o tamanho do leilão com base nos valores apresentados. Segundo o chefe da pasta, a expectativa é realizar os leilões entre novembro e dezembro.

“Queremos entender o tamanho das carteiras e sair até o fim do mês que vem com um leilão.” “Todas as instituições credoras que querem participar do leilão terão que se manifestar agora”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Após a publicação, as instituições terão até 5 dias úteis para apresentar o volume da carteira.

O governo anunciou o Desenrola 3.0 em setembro para beneficiar pessoas físicas e MEIs (Microempreendedores Individuais) com dívidas contraídas há 2 a 4,5 anos. Por outro lado, a gestão federal espera renegociar dívidas com deságios mínimos de 90%.

A ideia central do novo “Desenrola” é que o Tesouro Nacional compre dívidas antigas de consumidores com bancos. Como consideram esses créditos de difícil recuperação, as instituições financeiras concederiam descontos elevados.

No lançamento da nova edição do programa, o governo projetava beneficiar até 15 milhões de pessoas. Além disso, no cronograma inicial, os leilões ocorreriam em novembro, mas o ministro Durigan admitiu que pode haver um alongamento do cronograma inicial.

Outras fases do programa Desenrola

A primeira versão do programa Desenrola foi lançada em 2023, primeiro ano de governo Lula (PT). A medida foi voltada para dois grupos:
  • Pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com dívidas de até R$ 5 mil negativadas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022;
  • O programa atendia devedores com renda mensal de até R$ 20 mil, que negociavam diretamente com os bancos participantes.
Em maio de 2026, o governo lançou o Desenrola 2.0, com o mesmo objetivo de reduzir o endividamento das famílias. Desta vez, o governo autorizou ainda o uso do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar débitos.

Ademais, o programa contemplou famílias com renda até 5 salários-mínimos (R$ 8.105), que tivessem dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e 2 anos, da categoria de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Entretanto, na segunda versão do programa, aqueles que entraram no Desenrola tiveram o bloqueio do CPF em casas de apostas por 12 meses. A avaliação do governo Lula (PT) é que as apostas impulsionaram o endividamento das famílias.

Fonte: cnn