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Governo prepara nova versão do Desenrola para renegociação de dívidas. O anúncio foi confirmado ontem (13) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto: agência brasil

Governo prepara nova versão do Desenrola para renegociação de dívidas

Após viagem do presidente Lula à Europa, governo federal deve lançar uma nova renegociação de dívidas, por meio do programa Desenrola

Uma nova rodada de renegociação de dívidas, nos moldes do programa Desenrola, deve ser lançada pelo governo federal após a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa. O anúncio foi confirmado ontem  (13) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo o ministro, a equipe econômica ainda está elaborando o desenho final da proposta e o apresentará ao presidente nos próximos dias. Todavia, a divulgação oficial ficará a cargo de Lula, após o retorno ao Brasil.

“Ainda estamos terminando de desenhar o programa e vamos apresentar ao presidente. Esperamos um impacto grande para que a população se desendivide ou diminua o endividamento”, afirmou Durigan em São Paulo, durante cerimônia de assinatura de crédito para as obras do Túnel Santos–Guarujá.

O objetivo da iniciativa é reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda ao longo dos próximos meses.

Medidas em estudo

Entre as ações avaliadas pelo governo está a possibilidade de liberação de valores retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas. A estimativa preliminar aponta que a modalidade pode utilizar até R$ 7 bilhões.

Outra frente em análise envolve mecanismos para reduzir o impacto do uso de apostas esportivas e plataformas de jogos eletrônicos no endividamento das famílias.

Durigan afirmou que o programa contemplará tanto pessoas físicas quanto empresas, embora não tenha detalhado todas as medidas que adotará.

Anúncio após viagem

O ministro embarcou (13) para compromissos nos Estados Unidos e na Europa. Durante a viagem internacional, ele deve se encontrar com o presidente Lula, que cumpre agenda em países como Espanha e Alemanha.

“Na volta, a gente deve estar pronto para o presidente poder anunciar”, disse.

Por fim, a viagem faz parte de uma agenda econômica que inclui debates sobre governança financeira, transição energética e cooperação internacional. Além de servir para finalizar os ajustes do programa antes do lançamento oficial.

Fonte: agência brasil