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Programa Dignidade Menstrual em MS produz absorventes dentro das penitenciárias Foto: A. Not. Gov. MS

DIGNIDADE MENSTRUAL: MS é pioneiro em programa nacional de confecção de absorventes em presídios

Programa Dignidade Menstrual em MS produz absorventes dentro das penitenciárias

O Programa Dignidade Menstrual em MS é uma iniciativa inovadora que promove a produção de absorventes dentro das penitenciárias. Assim, Mato Grosso do Sul se destaca como o primeiro estado a efetivar a implantação de um programa como este. A intenção é atender tanto a mulheres privadas de liberdade quanto aquelas em situação de vulnerabilidade social. Dessa forma, o Estado reforça o compromisso com a saúde, segurança e dignidade feminina.

A iniciativa é desenvolvida pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e integra projeto da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais).

Além de garantir acesso a itens essenciais de higiene menstrual, o programa valoriza a força de trabalho das pessoas em privação de liberdade, promovendo capacitação profissional e remição de pena, conforme previsto na Lei de Execução Penal. As entregas oficiais de absorventes tiveram início este mês, logo após a capacitação de detentas.

As primeiras unidades beneficiadas pelo projeto são o Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande, assim como o Estabelecimento Penal Feminino de Rio Brilhante, envolvendo diretamente 17 internas na produção. A ação integra o Plano de Gestão da Agepen, com equipes de policiais penais envolvidos nesse processo desde o ano passado.

Os insumos utilizados na produção foram adquiridos pela agência penitenciária para a fase de treinamento e implantação das oficinas.

Mato Grosso do Sul já recebeu quatro kits de maquinário para otimizar a produção, compostos por esterilizadora, datadora, mesa de corte e uma máquina especializada para o manuseio da manta acrílica. A previsão é de ampliação das oficinas para os presídios femininos de Corumbá e Ponta Porã, com os outros dois kits já entregues, além de mais unidades femininas e inclusão de unidades masculinas, em uma próxima etapa, quando mais maquinários forem entregues pela Secretaria Nacional.

Parcerias para atender comunidades vulneráveis

O alcance do programa vai além das unidades prisionais. A Agepen busca firmar parcerias com os municípios para distribuir os absorventes a comunidades carentes.

Em Rio Brilhante, por exemplo, a Secretaria Municipal de Educação fornece insumos para a produção dos absorventes, que têm encaminhamento para escolas, hospitais, postos de saúde e instituições assistenciais.

Nesse município, onde já havia produção de absorventes, a implantação do Dignidade Menstrual aprimorou a qualidade dos produtos. Além disso, incluiu a esterilização e padronização das embalagens, garantindo mais segurança e higiene para as usuárias. A distribuição já contempla também unidades prisionais que ainda não iniciaram a produção, como Ponta Porã e Jateí, que receberam lotes de absorventes fabricados no presídio de Rio Brilhante.

Referência nacional

Embora o Programa Dignidade Menstrual seja uma iniciativa com previsão de implementação em todo o território nacional, Mato Grosso do Sul saiu na frente. O Estado é o primeiro a efetivar a produção e distribuição dos absorventes, de acordo com a coordenadora-geral de Cidadania e Alternativas Penais da Senappen, Cíntia Rangel Assumpção.

A realização do projeto envolve múltiplos setores da agência penitenciária. A coordenação é da Diretoria de Assistência Penitenciária. O suporte é da Diretoria de Administração e Finanças.

O trabalho da Agepen no processo de compra da matéria-prima está servindo de modelo para o sistema prisional do Rio de Janeiro.

“Com essa iniciativa e todo o empenho de nossas equipes de policiais penais, Mato Grosso do Sul reafirma seu compromisso com a inclusão social. Além disso, reafirma também o compromisso com a dignidade das pessoas que menstruam e a ressocialização das internas por meio do trabalho produtivo. A expectativa é que o modelo adotado pelo estado siga servindo de referência para o restante do país. Assim, deve-se impactar positivamente a vida de milhares de pessoas”, finaliza o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini.

Fonte: A. Not. Gov. MS