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Colheita de soja avança em MS mas fica abaixo da safra anterior, segundo balanço divulgado (24) pela Aprosoja Foto: Aprosoja-MS

Colheita da soja atinge 27,7% em MS e fica abaixo do ritmo da safra passada

Colheita de soja avança em MS mas fica abaixo da safra anterior

A colheita da soja avança em MS, mas ainda está atrás da safra do ano passado. Até a terceira semana de fevereiro, 27,7% da área plantada já havia sido colhida no estado, segundo balanço divulgado (24) pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS).

Ao todo, cerca de 1,328 milhão de hectares foram colhidos até o momento — índice 11,1 pontos percentuais menor que o registrado na mesma data da safra 2024/2025.

Sul lidera avanço da colheita

A região sul do estado concentra o maior percentual de área colhida, com 33,5%. Em seguida aparecem a região centro, com 21,3%, e a norte, com 15%.

O plantio da soja foi concluído em 13 semanas, uma semana antes da média dos últimos cinco anos. As chuvas favoreceram a semeadura nas regiões central e sul. Já no norte, a escassez hídrica atrasou o trabalho no campo.

Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, porém, a estiagem e o calor intenso prejudicaram o desenvolvimento das lavouras, principalmente em municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai. As condições climáticas adversas impactaram mais de 640 mil hectares.

Produção estimada supera 15 milhões de toneladas

A área cultivada com soja nesta safra deve atingir 4,794 milhões de hectares, aumentando, portanto, 5,9% em relação ao ciclo anterior. A princípio, a produtividade média estimada é de 52,82 sacas por hectare, com expectativa, portanto, de produção total de 15,195 milhões de toneladas.

O norte lidera, no levantamento por regiões, com 86,9% de lavouras em bom estado. Em seguida, aparecem nordeste (69,5%), centro (65,8%), sudoeste (65,2%), oeste (62,5%), sudeste (59,1%), sul-fronteira (56,9%) e sul (41,2%). Assim, observa-se diferença considerável entre as localidades, sobretudo entre o norte e o sul.

Os técnicos classificam as áreas como “boas”, “regulares” ou “ruins”, conforme fatores como infestação de pragas, estande de plantas e danos climáticos. Entre as principais pragas, por exemplo, estão capim pé de galinha, buva, percevejo-marrom, lagarta falsa-medideira e, ainda, mosca-branca. Além disso, as doenças mais recorrentes incluem ferrugem asiática, mancha-alvo, antracnose e, por fim, míldio.

Milho safrinha já passa de 30%

O plantio da segunda safra de milho alcançou 30,5% da área prevista até 20 de fevereiro, totalizando 673 mil hectares cultivados. A região norte lidera com 32,6%, seguida pelo sul (30,7%) e centro (28,6%).

A área total estimada para o milho safrinha é de 2,206 milhões de hectares, com produtividade média projetada de 84,2 sacas por hectare e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas. Parte das áreas também terá destino ao cultivo de sorgo, milheto e formação de pastagens.

Clima preocupa produtores

O clima segue como principal fator de atenção no campo. Em janeiro, grande parte do estado registrou chuvas abaixo da média, variando entre 30 e 120 milímetros. Já as regiões centro-norte e sudeste tiveram volumes entre 90 e 180 milímetros. O índice padronizado de precipitação apontou seca nas regiões pantaneira e nordeste.

A previsão para fevereiro, março e abril indica chuvas irregulares, volumes abaixo da média histórica e temperaturas acima do normal, com risco de veranicos e possíveis impactos nas lavouras.

Em síntese, o modelo climático aponta ainda 86% de probabilidade de neutralidade do fenômeno El Niño no trimestre, com influência indireta nas condições do estado. Até sexta-feira, a tendência é de alternância entre períodos de sol e instabilidade, com possibilidade de pancadas isoladas e tempestades associadas à passagem de frentes frias e ciclones extratropicais.

Fonte: Aprosoja-MS