COE de Dourados avança no combate à Chikungunya
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, apresentou (15) o Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento de 36 páginas com um conjunto de medidas fundamentais para vencer o avanço da doença. “Plano de Ação considera o cenário epidemiológico caracterizado pela evidência de transmissão sustentada e expansão do agravamento da doença com com impacto significativo na rede de atenção à saúde, incluindo aumento da demanda por atendimentos, internações e potencial sobrecarga dos serviços”, explica Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.
O plano do COE para o combate à Chikungunya leva em consideração o fato de o município de Dourados abrigar a Reserva Indígena, o que impõe especificidades operacionais à resposta e demanda articulação permanente entre a gestão municipal e o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), que compartilham a condução das ações no âmbito do COE. “Essa integração é fundamental para assegurar a efetividade das medidas adotadas, respeitando as particularidades socioculturais e garantindo equidade no acesso às ações de saúde”.
Fortalecimento no combate à chikungunya no território indígena e na zona urbana
O Plano de Ação de Incidente de Dourados traz uma abordagem estratégica, estruturado em eixos que organizam e orientam de forma integrada o planejamento, a operação, o monitoramento e a avaliação das ações, com foco no fortalecimento da resposta à chikungunya no território indígena e na zona urbana. A estratégia central fundamenta-se na ampliação do acesso, na qualificação da assistência e na redução da morbimortalidade, tendo a Atenção Primária à Saúde como eixo ordenador do cuidado, articulada de forma resolutiva com os demais níveis de atenção.
Os eixos estratégicos do COE no combate à chikungunya em Dourados direcionam intervenções prioritárias voltadas à organização da rede assistencial, ao fortalecimento da capacidade diagnóstica e à padronização dos fluxos, assegurando estratificação de risco, manejo clínico oportuno e encaminhamento ágil dos casos. De forma complementar, incorporam a integração entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde, o desenvolvimento contínuo das equipes e a gestão qualificada da informação como pilares para a tomada de decisão.
O plano estabelece uma lógica operacional dinâmica, baseada no acompanhamento sistemático do cenário epidemiológico e na capacidade de adaptação das ações, consolidando-se como instrumento estratégico para uma resposta coordenada, eficiente e orientada por evidências. A implantação do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para enfrentamento da Chikungunya (COE-Chikungunya) constitui medida estratégica prevista neste Plano de Ação de Incidente, integrando a resposta à emergência em saúde pública decorrente da transmissão do vírus chikungunya.
Estratégias do plano
O Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya tem como estratégia assegurar a coordenação e execução eficiente das ações de resposta, por meio do planejamento estratégico, gestão de recursos, monitoramento contínuo e uso qualificado da informação.
Os desafios do plano são: coordenar a governança e articulação institucional; planejar e executar ações prioritárias; monitorar indicadores e analisar cenários; integrar ações intersetoriais; coordenar recursos financeiros, contratos e equipes; garantir transparência e suporte logístico-operacional.
O objetivo central do plano é coordenar a resposta à situação epidemiológica de chikungunya. Dessa maneira, busca‑se atuar de forma integrada e articulada entre componentes da assistência e da vigilância. Além disso, o plano busca mitigar e reduzir a incidência da doença e seus impactos à saúde pública. Assim, busca proteger a população e reduzir agravos associados à infecção.
O plano busca ainda fortalecer a organização da rede de atenção à saúde. Junto a isso, a rede se integra à vigilância em saúde, reforçando a articulação institucional. Com isso, amplia‑se a capacidade de resposta técnica, operacional e logística no âmbito da gestão municipal. Por fim, o objetivo é garantir cuidado integral, oportuno e resolutivo às pessoas com suspeita ou confirmação de chikungunya.
Desafios
Outros desafios são detectar oportunamente alterações no padrão de transmissão da doença. Dessa maneira, é possível subsidiar a tomada de decisão e a implementação de medidas de controle. Além disso, busca‑se reduzir a ocorrência de casos graves e óbitos por chikungunya. Para isso, implementam‑se estratégias direcionadas na rede de atenção à saúde com foco em diagnóstico precoce.
Assim, o manejo oportuno dos casos reforça a qualidade da assistência oferecida ao paciente. Por outro lado, é fundamental promover assistência adequada às pessoas acometidas pela doença. Dessa forma, assegura‑se acesso oportuno ao diagnóstico, ao tratamento e ao manejo clínico qualificado. Em outra frente, o Plano de Ação de Incidente analisa o perfil epidemiológico dos casos e óbitos.
Junto a isso, ele também avalia os principais determinantes que contribuem para a gravidade da doença. Com base nesses dados, visam‑se a reorientação das ações de assistência e a prevenção de novos óbitos. Além disso, o plano apoia a realização de ações de educação em saúde para eliminação de criadouros. Dessa forma, busca‑se combater o Aedes aegypti com foco na conscientização da população.
O trabalho ocorre em ação conjunta com a Sesai no território indígena, gerando maior integração. Também se articula com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente e a Secretaria de Atenção Primária à Saúde.
Ademais, envolve Estado e município na coordenação das atividades de controle vetorial. Por isso, realizam‑se ações de controle vetorial e ações intersetoriais de forma articulada. Assim, busca‑se reduzir a disponibilidade de criadouros e a infestação do vetor no município. Entre essas ações, incluem‑se medidas de controle focal para atingir os pontos de maior risco.
Ampliar a oferta de serviços de saúde
Por fim, o plano terá ainda a missão de ampliar a oferta de serviços de saúde. Dessa forma, essa ampliação ocorrerá em ação conjunta com o Estado, por meio da Central de Regulação Estadual. Além disso, haverá reforço de leitos, Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico (SADT) e recursos humanos. Assim, o objetivo é garantir maior capacidade assistencial na rede de saúde do município.
Especialmente no pólo indígena, essas ações serão priorizadas e intensificadas. Por outro lado, também se estendem às demais regiões de Dourados com grande circulação vetorial. Junto a isso, o plano considera áreas com aumento no número de atendimentos recentes. Dessa maneira, busca garantir assistência imediata às pessoas afetadas pelas doenças transmitidas pelo vetor.
Fonte: PM Dourados







