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A polícia da China realizou novas prisões de cristãos em operações recentes na cidade de Chengdu, no sudoeste do país. Foto: Reprodução/Governo Chinês

China realiza novas prisões de cristãos em operações recentes

A China realizou novas prisões de cristãos, com seis religiosos detidos

A China realizou novas prisões de cristãos, com seis religiosos detidos nesta semana. Entre os detidos está Li Yingqiang, cuja casa foi revistada durante uma operação policial na cidade de Chengdu, no sudoeste do país.
Nos últimos meses, ações semelhantes do governo chinês resultaram na prisão de centenas de religiosos. Dados oficiais apontam que mais de 40 milhões de cristãos estão registrados em igrejas autorizadas pelo Estado, mas estimativas indicam que dezenas de milhões frequentam igrejas perseguidas pelo regime.
As medidas refletem o controle rigoroso do governo sobre a prática religiosa, gerando preocupações sobre liberdade de culto e direitos humanos. Autoridades mantêm fiscalização intensa, visando restringir atividades de congregações não autorizadas.

Sobre os cristãos

Por fim, entenda porque os cristãos são perseguidos na China.

O Partido Comunista Chinês persegue os cristãos porque controla rigidamente a religião e não tolera lealdades que concorram com o Estado.

O governo chinês exige que todas as religiões se submetam ao Partido Comunista e sigam suas diretrizes ideológicas. Quando cristãos colocam a fé acima da autoridade do Estado, o regime interpreta essa atitude como uma ameaça política.

O Partido Comunista permite apenas igrejas oficiais, registradas e supervisionadas pelo governo. Essas igrejas precisam adaptar sermões, doutrinas e práticas à ideologia do regime. Quando cristãos se recusam a aceitar esse controle e participam de igrejas domésticas, o governo passa a tratá-los como ilegais.

As autoridades chinesas prendem pastores, fecham templos, confiscam Bíblias e proíbem cultos não autorizados. O Estado também usa tecnologia de vigilância para monitorar fiéis, identificar líderes religiosos e impedir reuniões.

O governo persegue cristãos porque teme a organização independente da sociedade. O regime vê qualquer grupo grande, estruturado e com valores próprios como um risco à estabilidade do poder político.

Além disso, o Partido Comunista promove o ateísmo como base ideológica. O governo tenta “sinicizar” o cristianismo, ou seja, forçar a religião a se alinhar à cultura, à política e aos interesses do Estado chinês.

Por esses motivos, o regime chinês reprime cristãos que praticam a fé de forma livre, autônoma e fiel às suas convicções religiosas.

Fonte: R7