No momento, você está visualizando Campo Grande registra 14 morcegos com raiva em 2026; vacinação de pets não chega a 17%
Campo Grande enfrenta cenário de alerta para a raiva. O número de morcegos diagnosticados com o vírus chegou a 14 em 2026 Foto: PM CG

Campo Grande registra 14 morcegos com raiva em 2026; vacinação de pets não chega a 17%

Campo Grande enfrenta cenário de alerta para a raiva

Campo Grande enfrenta um cenário de alerta para a raiva: o número de morcegos diagnosticados com o vírus chegou a 14 em 2026, enquanto a vacinação de cães e gatos alcançou apenas 16,73% da meta anual. O total de animais silvestres infectados já supera os 11 casos registrados durante todo o ano passado, segundo dados divulgados pelo painel eVaccine Pets.

A Capital havia registrado (16) a aplicação de 53.961 doses da vacina antirrábica, sendo 37.929 em cães e 16.032 em gatos. A meta estabelecida para este ano é imunizar 322.566 animais.

Com isso, ainda faltam 268.605 cães e gatos para atingir o objetivo. Para alcançar a meta até 31 de dezembro, seria necessário vacinar aproximadamente 3,6 mil animais por dia, considerando o período restante do ano.

Os dados de vacinação são parciais e foram divulgados pelo Midiamax neste domingo. O cenário preocupa porque a imunização de cães e gatos é uma das principais medidas para evitar que o vírus da raiva chegue aos animais domésticos e, posteriormente, às pessoas.

Vacinação apresenta queda pelo terceiro ano consecutivo

Os números mostram uma redução contínua na proporção de animais vacinados em Campo Grande. Em 2024, foram imunizados 115.938 cães e gatos, o equivalente a 34,43% da meta de 336.727 animais.

No ano seguinte, a cobertura caiu para 21,24%, com 71.516 animais vacinados. Em 2026, mesmo com uma meta menor, de 322.566 animais, o percentual registrado até 16 de outubro era de apenas 16,73%.

A redução ocorre enquanto os registros de morcegos com raiva apresentam tendência de alta nos últimos anos. Em 2021, foram identificados quatro casos. O número passou para seis em 2022, sete em 2023, seis em 2024 e 11 em 2025, chegando a 14 neste ano.

No início de outubro, havia registros da doença em diversos bairros, como Centro, Santa Fé, Pioneiros, Vivendas do Bosque e Campo Alto.

Além disso, a enfermidade também foi confirmada no São Francisco, Ouro Preto, Nasser e Sargento Amaral.

Por outro lado, até o fim de julho, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) já havia recolhido 772 morcegos para análise.

Como a raiva pode chegar aos animais domésticos

A maioria dos morcegos encontrados na cidade se alimenta de frutas ou insetos e tem papel importante no equilíbrio ambiental. O risco ocorre quando um animal infectado entra em contato com cães, gatos ou pessoas.

Um morcego contaminado pode cair no quintal ou em outra área acessível aos animais domésticos. Se um cão ou gato sem vacinação adequada morder, arranhar ou entrar em contato com o animal infectado, poderá contrair o vírus.

Em Campo Grande, o último caso de raiva em um cão teve registro em 2011, após contato com um morcego contaminado.

Anteriormente, o registro de infecção canina havia ocorrido em 1988. Além disso, o último caso humano na Capital foi registrado em 1968.

Por outro lado, em Mato Grosso do Sul, o último caso de raiva humana ocorreu em 2015. Esse evento aconteceu durante um surto em Corumbá e Ladário, municípios próximos à fronteira com a Bolívia.

Naquele ano, o estado concentrou 71 dos 85 casos de raiva canina registrados no país. Consequentemente, um homem morreu em Corumbá.

Vacinação também está abaixo da meta no estado

Até o momento, as equipes de saúde vacinaram 270.336 animais em todo o Mato Grosso do Sul em 2026. Dessa forma, a imunização atinge 27,59% da meta estadual, conforme apontam os dados do levantamento.

Em 2025, a cobertura havia chegado a 44,23%. Corumbá, por sua vez, já tinha alcançado 67,37% da meta prevista para este ano.

A vacina antirrábica é gratuita e está disponível durante todo o ano em Campo Grande. Cães e gatos a partir de três meses de idade podem receber a dose, desde que estejam saudáveis.

Onde vacinar cães e gatos em Campo Grande

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea) e o consultório móvel da Subea oferecem a vacinação. Além disso, a unidade móvel atende em diferentes bairros da Capital.

  • CCZ: Avenida Senador Filinto Müller, nº 1.601, Vila Ipiranga. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h.
  • Subea: Rua Rui Barbosa, nº 3.538, Centro. Atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h.

O que fazer ao encontrar um morcego

A orientação é não tocar em morcegos, estejam eles vivos ou mortos. O contato direto pode representar risco de exposição ao vírus da raiva.

Se encontrar um animal nessas condições, a recomendação é afastar crianças, cães e gatos e cobri-lo com um balde ou uma caixa, sem encostar diretamente nele. Em seguida, deve-se acionar o CCZ para fazer o recolhimento.

Por fim, a população pode contatar o órgão pelos telefones (67) 2020-1801 e (67) 2020-1789, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Além disso, das 17h às 21h, a equipe atende pelo número (67) 2020-1794. Também há atendimento pelo WhatsApp (67) 99142-5701.

Em suma, quem tiver contato com um morcego deve procurar uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação, mesmo que não perceba mordida ou ferimento aparente.

Fonte: Secom/Gov.MS