Visita oficial reforça cooperação e planos de acordo comercial entre Coreia e Mercosul, mediados pelo Brasil
O Brasil e a Coreia do Sul concordaram em acelerar as negociações para um possível acordo comercial entre a nação asiática e o bloco sul-americano Mercosul, afirmaram seus presidentes (27) durante uma cerimônia em Brasília.
O Brasil tem buscado ampliar acordos — seja individualmente ou por meio do Mercosul, que também inclui Argentina, Paraguai e Uruguai. Para diversificar o comércio em um momento em que é afetado por tarifas dos EUA, um de seus principais parceiros comerciais.
Brasil e Coreia do Sul aceleram negociações comerciais
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que seu país e a Coreia do Sul concordaram em criar um grupo de trabalho para acelerar as negociações. Enquanto seu homólogo sul-coreano, Lee Jae Myung, considerou um possível acordo com o Mercosul uma questão urgente.
O Mercosul fechou acordos nos últimos anos com parceiros como a União Europeia e os quatro membros da Associação Europeia de Livre Comércio. Suíça, Islândia, Liechtenstein e Noruega.
Lula também busca avanço em acordo com a China
Em um telefonema realizado na manhã (27) com o presidente chinês Xi Jinping, Lula afirmou que ele e Xi apoiavam o avanço das negociações sobre um possível acordo entre a China e o Mercosul.
Coreia do Sul avalia frigoríficos brasileiros
Durante a cerimônia, Lula afirmou que o Brasil receberá uma missão sul-coreana no próximo mês para uma avaliação sanitária de frigoríficos brasileiros. Por outro lado, os líderes também concordaram em ampliar a cooperação no setor de minerais críticos, disse Lee.
O evento ocorreu cinco meses depois de Lula ter participado de uma cúpula com Lee em Seul.
Por fim, as negociações entre Brasil e Coreia do Sul fazem parte da estratégia dos dois países para ampliar a parceria econômica e fortalecer o comércio bilateral. Além disso, os governos também pretendem avançar em áreas como tecnologia, inovação, energia e sustentabilidade, buscando novas oportunidades para empresas brasileiras e sul-coreanas.
Fonte: cnn




