- Recursos do FNAC liberados pelo BNDES garantem crédito para quatro companhias aéreas enfrentarem alta de custos
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou (30) um crédito de R$ 8 bilhões para quatro companhias aéreas que atuam no país. Segundo o banco, o valor deve ser utilizado para capital de giro.
Azul, Ata Aerotáxi Abaeté, Gol e Latam poderão acessar o montante até dezembro deste ano. Ademais, os recursos fazem parte do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil).
A medida ocorre em meio ao aumento dos custos de aquisição do combustível de aviação, o QAV, diante da persistência da guerra no Oriente Médio.
Em junho, as aéreas Azul, Gol, Latam e Abaeté Linhas Aéreas haviam formalizado junto ao ministério de Portos e Aeroportos o pedido de acesso às linhas de crédito.
O governo concluiu a etapa administrativa necessária para operacionalizar os financiamentos na pasta com a formalização, após aprovar as resoluções do Comitê Gestor do Fundo. Que definiram os valores e regulamentaram as contrapartidas necessárias.
Uma das contrapartidas é que as aéreas deverão ampliar sua presença na Amazônia Legal e no Nordeste. Com o aumento em 15% da proporção de frequências operadas nessas regiões em relação ao ano anterior ou com a garantia de que 17,5% de suas decolagens anuais ocorram nesses mercados.
BNDES explica finalidade do financiamento
Em comunicado, o BNDES afirmou que a medida visa “apoiar os prestadores de serviços de transporte aéreo impactados pelo aumento dos custos por meio da oferta de capital de giro para manutenção da sua sustentabilidade”.
O Comitê Gestor do FNAC definiu uma taxa de juros fixa de 4% ao ano para o financiamento. Por outro lado, o prazo dos financiamentos é de até 60 meses.
Ainda como regra, as companhias também precisarão aderir ao Pacto pela Sustentabilidade do ministério. Além disso, terão que adotar práticas de governança ambiental, social e corporativa (ESG).
Por fim, ela também deverá ampliar o uso de combustível sustentável de aviação (SAF) para promover redução adicional das emissões de CO₂, bem como as metas legais vigentes e, durante o período de carência de determinadas operações, não poderá ampliar a distribuição de lucros aos acionistas.
Fonte: cnn




