Promessa de recursos para o Plano Safra marca o apoio da bancada do agro à candidatura de Flávio Bolsonaro
A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), conhecida como bancada do agro, declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A manifestação foi divulgada ontem (1), na reta final do primeiro turno das eleições.
“A decisão reflete a convergência das diretrizes do plano de governo do candidato com as prioridades, necessidades e demandas urgentes do setor”, disse a entidade em nota.
À frente, afirmou esperar que, a partir de 2027, seja possível construir no Congresso “soluções que tragam um novo ambiente econômico de estabilidade, previsibilidade e prosperidade“.
Durante uma transmissão ao vivo, após receber o documento de apoio das mãos da senadora Tereza Cristina (PP-MS), Flávio afirmou que seu compromisso seria com o agronegócio.
O candidato disse que pretende garantir “mais recurso do Plano Safra” e aumento do seguro do agronegócio. “Esses recursos não serão contingenciados pelo governo“, afirmou.
“O meu projeto é com o Brasil, eu quero fazer a diferença, quero transformar de verdade a vida do brasileiro“, disse.
Por outro lado, o candidato também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a live. Flávio afirmou que Lula teria gasto R$ 350 bilhões “na véspera da eleição” para tentar se manter no poder. Sem apresentar detalhamento sobre os valores mencionados.
Bancada apoiou Bolsonaro em 2022
Em 2022, a FPA declarou formalmente apoio à reeleição do então presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
À direita, entretanto, está na corrida presidencial com um candidato diretamente identificado com o setor.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), é produtor rural, presidiu a União Democrática Ruralista (UDR) e construiu parte de sua trajetória política em pautas do agronegócio.
Durante a campanha, o próprio Caiado tentou se apresentar como o representante mais próximo do setor. E chegou a se definir como “agro raiz”, em contraposição a Flávio, a quem chamou de “sabor agro”.
Caso Caiado não chegue ao segundo turno, o posicionamento tomado pela bancada ruralista pressiona um apoio do candidato a Flávio.
Em conclusão, o próprio presidente da FPA havia dito, antes das convenções, que Caiado era “um amigo pessoal” e uma figura admirada pela bancada. Mas que a definição dependeria da conjuntura eleitoral e da competitividade das candidaturas.
Fonte: cnn




