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Segundo especialistas, acordar cedo demais pode prejudicar a saúde das pessoas, o horário ideal depende do relógio biológico de cada pessoa. Foto: Freepik

Acordar cedo demais pode prejudicar sua saúde; entenda

Entenda como acordar cedo pode prejudicar sua saúde e comprometer seu bem-estar

Durante anos, acordar cedo foi associado a disciplina, sucesso e saúde. Nos últimos tempos, essa ideia ganhou ainda mais força com a popularização do chamado “5 a.m. club”, movimento que defende levantar antes do amanhecer como caminho para mais produtividade e qualidade de vida. Mas a ciência do sono traz um alerta importante: madrugar nem sempre é sinônimo de bem-estar e acordar cedo pode prejudicar sua saúde.

Especialistas explicam que o horário ideal para acordar não é uma escolha puramente comportamental, mas está fortemente ligado à genética. Cada pessoa possui uma tendência biológica que define se ela funciona melhor pela manhã, à tarde ou à noite. Nem sempre o que é bom para um, será também para outra pessoa. Forçar o organismo a acordar muito cedo, quando ele não está preparado para isso, pode resultar em fadiga constante, queda de rendimento. Além de alterações de humor e até sintomas depressivos.

Esse descompasso entre o relógio biológico e as exigências sociais é conhecido como “jet lag social”. Ele ocorre, por exemplo, quando alguém acorda cedo durante a semana por obrigação, mas tenta compensar o sono perdido dormindo até mais tarde nos fins de semana. Essa alternância confunde o cérebro e prejudica o ritmo circadiano, responsável por regular funções essenciais do corpo.

Estudos indicam que cerca de 55% da população se encaixa no chamado cronotipo “urso”, caracterizado por maior disposição ao longo do meio do dia. Para essas pessoas, o fator mais importante não é acordar cedo ou tarde, mas manter horários regulares de sono e vigília.

Para quem precisa antecipar o despertar, médicos recomendam algumas estratégias para minimizar os impactos

A principal delas é a exposição à luz solar logo nas primeiras horas da manhã, o que ajuda a ajustar o relógio interno e sinaliza ao organismo que o dia começou.

O Hospital Israelita Albert Einstein informa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o desequilíbrio causado pela falta recorrente de sono como uma condição chamada Síndrome do Sono Insuficiente. A síndrome ocorre quando a pessoa reduz continuamente o tempo necessário para um sono reparador, causando privação crônica.

Essa realidade afeta uma parcela significativa da população, especialmente pessoas que precisam acordar muito cedo. Mas acabam dormindo tarde devido às demandas profissionais e ao estilo de vida moderno.

“São indivíduos que vivem em um estado constante de privação de sono, algo extremamente prejudicial à saúde”, explica a médica especialista em sono Maíra Honorato, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Por fim, a discussão reforça que não existe um horário universalmente ideal para despertar. Mais importante do que seguir tendências, é respeitar os limites do próprio corpo e priorizar a regularidade e a qualidade do sono.

Fonte: uol