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Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) em nova fase da operação Compliance Zero. Foto: Reprodução/ Ana Paula Paiva/Valor

Vorcaro é preso pela PF suspeito de ameaça, corrupção e lavagem de dinheiro

Daniel Vorcaro foi preso pela PF após determinação de prisão preventiva do ministro André Mendonça

Ontem (4), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal (PF) em nova fase da operação Compliance Zero, que também atingiu dois servidores do Banco Central, o cunhado de Vorcaro e um policial aposentado. A determinação de prisão preventiva foi do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que se tornou relator dos inquéritos relacionados ao caso após o afastamento de Dias Toffoli. Sobretudo, a Polícia Federal tomou a decisão após encontrar, no celular do ex-banqueiro, mensagens que citam a intenção de forjar um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, como forma de intimidação.

Segundo as investigações, os suspeitos invadiram sistemas indevidamente — inclusive o da própria PF — e falsificaram documentos públicos. De acordo com a decisão de Mendonça, os investigadores “identificaram ordens diretas de Daniel Vorcaro para que subordinados praticassem atos de intimidação contra pessoas vistas como prejudiciais aos interesses da organização, visando à obstrução da justiça.”

Lauro Jardim comenta o caso na rádio CBN. O jornalista do grupo Globo falou ontem sobre a tentativa de intimidação que sofreu de Daniel Vorcaro. “A ideia explicitada ali nessa troca de mensagens era simular, primeiro me monitorar, me seguir, descobrir coisas ruins contra mim e tal. Em segundo lugar, simular um assalto”, disse ele em comentário na rádio CBN na manhã de ontem. Conversas obtidas pela PF mostram Vorcaro dizendo que queria “quebrar todos os dentes” de Jardim. “Esse Lauro… quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, afirmou o banqueiro a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão. Segundo as investigações, o homem, que tinha o apelido de “Sicário”, monitorava adversários de Vorcaro.

PF diz que Vorcaro usou policial para monitorar adversários

Em conclusão, a PF baseou seu pedido de nova prisão ao Supremo em conversas que mostraram que o banqueiro integrava o grupo “A Turma” em um aplicativo. No qual a PF encontrou diálogos sobre ações contra supostos adversários — entre eles, jornalistas. O dono do Master também se valia do serviço de policiais aposentados para o monitoramento de adversários, segundo a investigação. A PF também descobriu que ele teria acessado dados sigilosos de instituições públicas. Como o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e até a Interpol e o FBI. Que é a polícia federal dos Estados Unidos. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que também integrava o grupo ‘A Turma’, acessou esses dados, segundo descobriu a PF.

Fonte: uol