Veranico prejudicou hectares de soja em municípios como, Dourados (MS), Ponta Porã, Maracaju e Amambai
Um período de calor intenso e dias sem chuva, conhecido como veranico, prejudicou mais de 640 mil hectares de soja em Mato Grosso do Sul (MS), segundo levantamento divulgado (13) pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho). O fenômeno climático ocorreu após sequências de estiagem superiores a 20 dias em diversas regiões do Estado.
De acordo com o boletim da associação, as regiões sul e sudoeste concentram os maiores impactos. Municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai registraram perdas significativas, especialmente em áreas onde a soja se encontrava em fases sensíveis do desenvolvimento. Técnicos e produtores alertam que a combinação de altas temperaturas e falta de chuva aumenta o risco de queda na produtividade.
O levantamento, baseado em vistorias de campo realizadas na última semana de janeiro, indica uma piora nas condições das lavouras em comparação com dezembro de 2025, quando mais de 75% das áreas eram avaliadas como positivas.
Os especialistas destacam, porém, que os resultados finais ainda dependem do comportamento do clima nas próximas semanas. Já que chuvas irregulares podem amenizar ou agravar os impactos do veranico.
Sobre a Soja
Em conclusão, descubra quando o grão chegou ao Brasil.
A soja chegou ao Brasil no início do século XX, mais precisamente na década de 1880, trazida por imigrantes japoneses que começaram a cultivá-la em pequenas propriedades, especialmente no estado de Paraná. Porém, o cultivo comercial e em larga escala só começou a se desenvolver a partir da década de 1970. Quando a soja se tornou uma das principais commodities agrícolas do país, impulsionada por avanços tecnológicos e expansão da fronteira agrícola no Centro-Oeste.
Fonte: Aprosoja



