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Os grupos de Transportes e Comunicação elevaram a inflação em janeiro. Entenda por que isso aconteceu. Foto: Freepik

Entenda por que transportes e comunicação foram os vilões da inflação em janeiro

Transportes (0,60%) e comunicação (0,82%) impulsionam inflação de janeiro a 0,33%, com IPCA acumulado de 4,44% em 12 meses

A inflação medida pelo IPCA avançou 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e apesar do resultado moderado, dois grupos tiveram papel decisivo para a alta no mês: transportes e comunicação. Sendo responsáveis pelas maiores pressões sobre o índice.

Com o resultado de janeiro, o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 4,44%, acima do patamar registrado no período imediatamente anterior. Contudo, o comportamento dos preços ligados ao transporte e à comunicação segue no radar. Já que, dessa forma, impacta diretamente despesas essenciais das famílias brasileiras.

Transportes lideram pressão

O grupo Transportes apresentou variação de 0,60%, com impacto relevante no IPCA de janeiro. O principal fator veio dos combustíveis, especialmente da gasolina, com aumento de 2,06%, item presente no dia a dia da maioria das famílias.

Além dos combustíveis, reajustes em tarifas de ônibus urbano e metrô em diversas capitais também contribuíram para elevar o custo do deslocamento no início do ano. Desse modo, pressionando o orçamento doméstico.

Comunicação também pesa no bolso

Outro destaque negativo do mês surgiu no grupo Comunicação, com alta de 0,82%. Todavia, o avanço ocorreu, principalmente, por reajustes em planos de telefonia, internet e TV por assinatura, além do encarecimento de aparelhos celulares.

Esses serviços têm peso crescente no consumo das famílias, sobretudo entre quem depende do celular para trabalho, estudo e acesso a serviços públicos.

Habitação e vestuário ajudam a conter a inflação

Apesar da pressão exercida por transportes e comunicação, outros grupos ajudaram a conter o avanço do IPCA. Desse modo, habitação registrou queda de 0,11%, influenciada pela redução no custo da energia elétrica residencial, favorecida pela manutenção da bandeira verde.

Por fim, o grupo Vestuário também apresentou recuo de 0,25%, contribuindo para equilibrar o índice no mês.

Fonte: r7