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O documento atribui as altas no crescimento econômico à expansão generalizada do comércio no período, avançando em oito das 10 atividades pesquisadas, sobretudo em combustíveis e lubrificantes.

Sul e Centro-Oeste lideram crescimento econômico, diz BC

De acordo com o Índice de Atividade Econômico Regional (IBC-Br), houve um crescimento no período o comércio, a agricultura, a construção civil e os serviços às famílias

Sul e Centro-Oeste foram as regiões que mais houve um crescimento econômico no segundo trimestre do ano, de acordo com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBC-Br), publicado (2/9) pelo Banco Central (BC). Sobressaíram no período o comércio, a agricultura, a construção civil e os serviços às famílias. Os números têm um cálculo diferente daquele utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Produto Interno Bruto (PIB).

Entre abril e junho, o Sul foi a região que mais avançou no crescimento econômico, crescendo 2,8% na comparação com o trimestre anterior. O número alto reflete uma base comparativa baixa, já que no primeiro trimestre a região sofreu com a quebra na produção de soja. O documento atribui as altas à expansão generalizada do comércio no período, avançando em oito das 10 atividades pesquisadas, sobretudo em combustíveis e lubrificantes.

Entre abril e junho, o Sul foi a região que mais avançou, crescendo 2,8% na comparação com o trimestre anterior. O número alto reflete uma base comparativa baixa, já que no primeiro trimestre a região sofreu com a quebra na produção de soja. O documento atribui as altas à expansão generalizada do comércio no período, avançando em oito das 10 atividades pesquisadas, sobretudo em combustíveis e lubrificantes.

O boletim também apontou que esse crescimento é visto no mercado de trabalho, que manteve trajetória de recuperação, com destaque para indústria de transformação e comércio. “O mercado de trabalho apresenta processo consistente de retomada, com diminuição da taxa de desocupação nas três unidades federativas, favorecendo a ampliação da renda das famílias”, destaca o levantamento.

Mercado de trabalho e o crescimento econômico

A terceira região que mais cresceu foi a Norte, com alta de 1,5% na atividade. Assim como no restante do país, a retomada do setor de serviços impulsionou a economia. Segundo o boletim, o Norte foi a região que mais registrou recuperação no setor, com destaque para Tocantins, que teve alta de 12,7%. Esse resultado se refletiu no mercado de trabalho, que teve criação de 18,5 mil vagas formais no período. “No mercado de trabalho formal, as contratações indicaram continuidade na recuperação do emprego no segundo trimestre, com a criação de postos além da observada em igual período do ano anterior”, destaca.

O grande destaque da região também foi a recuperação do mercado de trabalho, que registrava o maior nível de desocupação desde 2015. “Em perspectiva, o possível impacto positivo no comércio varejista das desonerações tributárias, a melhora das expectativas de empresários e consumidores e os efeitos dos programas temporários de transferência de renda devem sustentar a atividade econômica da região”, avalia o BC.

A única região que teve variação para baixo no segundo trimestre foi o Sudeste, com queda de 0,1%. O número reflete o resultado de São Paulo, que caiu 0,5%, enquanto os outros estados tiveram melhora na atividade. A economia paulista sofreu com a diminuição na expansão da indústria de transformação e quedas no comércio, serviços financeiros e prestados às empresas. No comércio, o aumento da taxa de juros pode ter contribuído para retração nas vendas de material de construção, veículos e eletrodomésticos.

Consumo das famílias

BC vê uma expansão no consumo das famílias com o pagamento do Auxílio Brasil, que deve favorecer o comércio e o setor de serviços. “As políticas temporárias de apoio à renda podem ter efeito positivo sobre a atividade no curto prazo, contribuindo para a manutenção da recuperação do setor de serviços e do mercado de trabalho”, diz a nota.

Em todo o país, o BC também constatou assim os efeitos de estímulos governamentais na economia, como o saque extraordinário do (FGTS).

A antecipação do 13º para aposentados e pensionistas e o aumento da margem de consignação.