Sob relatoria de Dino, STF articula votação sobre transparência em emendas de relator antes do ciclo das eleições
O principal caso no Supremo Tribunal Federal (STF) relativo a emendas parlamentares, que tem o ministro Flávio Dino como relator, foi tema de conversas de ministros da Corte e deve entrar em votação ainda no primeiro semestre, antes das eleições gerais deste ano.
Ministros da Corte defenderam pautar o caso ainda em março, antes do fim do prazo de desincompatibilização para quem irá concorrer a cargos na eleição de outubro, previsto para começar em abril.
A presidência do tribunal, entretanto, avaliou que atrasar alguns meses evitaria pedidos de vista e a paralisação da votação.
O prazo para desincompatibilização é o período em que ocupantes de cargos públicos precisam deixar seus cargos antes de disputar uma eleição. Ele tem como objetivo evitar que a pessoa use o cargo público para ter vantagem eleitoral, como influência política, estrutura do governo ou exposição indevida.
O inquérito tem como alvo nomes fortes do Congresso Nacional e perpassa quase todos os partidos.
Orçamento secreto é inconstitucional
Em dezembro de 2022, o STF julgou o Orçamento Secreto inconstitucional. O Congresso prometeu dar mais transparência às emendas, mas os mecanismos de destinação e prestação de contas dos recursos, que em 2026 chegarão a R$ 50 bilhões, seguem insatisfatórios.
Após a decisão, o Congresso editou resoluções e regras internas com a promessa de ampliar a transparência das emendas. Mas, ministros do Supremo e técnicos do tribunal avaliam que as mudanças não foram suficientes para eliminar falhas no controle e na fiscalização dos recursos.
Por fim, essas apurações caminham em paralelo e envolvem suspeitas de desvios em estados e municípios. Reforçando a avaliação no Supremo de que o julgamento do chamado “inquérito-mãe” pode ter impacto direto sobre o rumo das demais investigações.



