O Senado Federal lançou o Guia da Candidata para orientar mulheres em eleições, como parte da programação do Mês da Mulher
O guia fornece orientações para evitar candidaturas fictícias, garantir o cumprimento das cotas de recursos, acionar redes de apoio e utilizar instrumentos legais contra irregularidades. Destinado a candidatas para câmaras municipais, assembleias legislativas, Câmara dos Deputados, Senado e prefeituras, o material também é útil para lideranças comunitárias, ativistas, jovens, mulheres negras, trans, indígenas, rurais e de periferia. Além de equipes de campanha e lideranças partidárias.
Augusta Brito destacou as dificuldades enfrentadas pelas mulheres, como menor acesso a financiamento, redes de apoio e visibilidade. Além de maior exposição a ataques e desinformação. Ela enfatizou, contudo, que o guia, produzido por e para mulheres, visa ampliar a informação, fortalecer a autonomia e oferecer segurança nas etapas do processo eleitoral.
Participação de senadoras e deputadas
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) apontou a subnotificação de casos de violência contra mulheres e mencionou ataques pessoais em sua própria candidatura à reeleição. Por outro lado, Leila Barros (PDT-DF) considerou o lançamento um instrumento de orientação e proteção. Reforçando a necessidade de maior participação feminina para ampliar a democracia.
Dados da União Interparlamentar (UIP) e da ONU Mulheres indicam que o Brasil registra altos índices de assédio e violência política contra mulheres parlamentares. O que, contudo, representa uma barreira à representatividade feminina. A deputada Coronel Fernanda (PL-MT), procuradora da Mulher na Câmara, relatou denúncias frequentes de ataques à honra de mulheres em cargos políticos.
Manuela D’Ávila, presidente do Instituto ‘E se Fosse Você?’, elogiou o guia e o canal Zap Delas, acessível pelo WhatsApp (61) 98309-0025, como ferramentas relevantes em um país com altos índices de violência contra mulheres. Por outro lado, a deputada Jack Rocha (PT-ES) defendeu a representação plural e incentivou mais mulheres a entrarem na política nas eleições de 2026.
Por fim, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, afirmou que o guia fortalece a democracia ao garantir dignidade e segurança para mulheres em mandatos. A secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Eutália Barbosa Rodrigues Naves, lamentou as intimidações enfrentadas e destacou a importância de combater a violência política de gênero para uma representação diversa.







