Senac MS gera renda para famílias assistidas pela APAE
O que começou como uma atividade acadêmica obrigatória no curso de confeitaria do Senac MS resultou em uma rede de apoio e geração de renda para dezenas de famílias assistidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Por meio de um projeto que surgiu em sala de aula, estudantes e professores criaram uma capacitação em produção de cookies artesanais direcionadas para mães atípicas, oferecendo uma alternativa financeira para mulheres que dedicam a rotina aos cuidados dos filhos.
A iniciativa faz parte do Projeto Integrador, metodologia do Senac em que os alunos precisam utilizar o conhecimento técnico adquirido em prol de demandas reais da comunidade. Foi em uma dessas atividades que a estudante Jéssica de Queiroz Ramos, enxergou a oportunidade de conectar a instituição de ensino à realidade que conhecia de perto. Filha de uma assistente social da APAE, ela sabia que dezenas de mães passam horas na instituição aguardando os filhos durante os atendimentos e participando das atividades do Núcleo de Assistência Social.
Ao apresentar a proposta, a estudante encontrou apoio imediato da professora Andréa Diniz Carvalhal. De fato, a docente comenta como a iniciativa nasceu dessa união. “Como tínhamos uma aluna cuja mãe trabalha na APAE, chegamos até a instituição e conhecemos essa realidade. Portanto, o contato inicial foi fundamental. A ideia foi desenvolver uma capacitação que pudesse gerar uma oportunidade de renda para essas mulheres”, ressalta Andréa. Como resultado, o projeto ganhou força.
Receita exclusiva
Além disso, na primeira fase, já concluída, seis mães voluntárias foram até as cozinhas do Senac. Por exemplo, elas aprenderam a receita exclusiva de cookie. Nesse sentido, o doce foi desenvolvido especialmente para o projeto. Paralelamente, na próxima etapa, a equipe do Senac levará a capacitação até a sede da APAE. Com efeito, essa ação servirá para expandir o projeto pedagógico. Do mesmo modo, a extensão do curso permitirá alcançar as demais participantes da comunidade.
Por outro lado, para Vanderlene Pereira de Queiroz Ramos, assistente social da APAE e mãe de Jéssica, a iniciativa foi motivo de muito orgulho. Isto é, ver a filha participando gerou grande satisfação. Por isso, a assistente social destaca o planejamento e arranjo para a realização do projeto.
“Quando ela trouxe a proposta, conversamos com a professora Andréa e tudo deu certo. Afinal, temos uma cozinha bem equipada na nossa instituição. Por fim, o projeto tem tudo para funcionar muito bem”, afirma. Certamente, a estrutura garantirá o sucesso dos trabalhos.
O presidente da APAE, Luiz Cesar Nocera, ressalta como a iniciativa colabora a enfrentar uma realidade de muitas mães que precisam acompanhar os filhos, dificultando se manter em um emprego formal. Segundo Nocera, a oportunidade amplia a autonomia financeira dessas mulheres. “Normalmente a mãe atípica não tem condições de trabalhar fora porque precisa cuidar do filho. Com esse tipo de capacitação, ela pode desenvolver uma atividade dentro de casa, produzir para venda e complementar a renda da família. É uma ação extremamente importante e que atende uma necessidade real dessas mulheres”, destaca.
Fonte: Secom/Gov.br



