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Semadesc credencia agricultores para o PAA em MS. Governo do Estado pretende investir R$ 3,1 milhões na compra de alimentos Foto: Reprodução

Governo de Mato Grosso do Sul destina R$ 3,1 milhões à compra de alimentos da agricultura familiar

Semadesc credencia agricultores para o PAA em MS

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc-MS) abriu um chamamento público para credenciar agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em MS.

Conforme publicação no Diário Oficial do Estado (9), o governo estadual prevê aplicar R$ 3.104.207,26 na modalidade Compra com Doação Simultânea do programa. A iniciativa permite a compra direta da produção da agricultura familiar, com posterior doação dos alimentos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Os recursos são provenientes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do Governo Federal.

Os agricultores interessados devem entregar as propostas e a documentação exigida entre 9 e 29 de outubro de 2026, nos escritórios locais da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer-MS).

O chamamento foi autorizado pelo secretário estadual da Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette.

O fortalecimento da agricultura familiar e a segurança alimentar

O incentivo à produção agrícola familiar atua como um motor estratégico para o desenvolvimento socioeconômico sustentável do interior do estado. Por essa razão, a compra direta dos produtores rurais garante a geração de renda contínua e estimula a fixação do homem no campo.

Consequentemente, o fortalecimento dos pequenos cultivos diversifica a economia local e reduz a dependência de grandes redes de suprimento externas. Além disso, a valorização das cadeias produtivas regionais assegura preços mais justos e estabiliza o abastecimento nos centros urbanos de Mato Grosso do Sul.

Da mesma forma, a distribuição de refeições nutritivas para populações vulneráveis consolida redes eficazes de combate à fome e à desigualdade social. Afinal, a integração entre órgãos ambientais e redes de assistência social garante a chegada eficiente dos alimentos aos locais de maior necessidade.

Nesse sentido, a logística organizada de doação transforma excedentes do campo em saúde e qualidade de vida para a comunidade. Por fim, a ampliação do acesso a alimentos frescos fortalece a imunidade coletiva e reduz gastos públicos com saúde primária.

A captação e aplicação de recursos federais em projetos estaduais viabiliza a execução de políticas públicas duradouras de inclusão produtiva. Por exemplo, a cooperação técnica entre os diferentes níveis de governo oferece consultoria especializada e melhora as técnicas de cultivo das famílias.

Dessa forma, a modernização dos processos agrícolas impulsiona a produtividade e prepara os pequenos produtores para novos mercados consumidores. Por conseguinte, o investimento contínuo na extensão rural assegura a autonomia financeira do produtor e fortalece a economia agropecuária regional.

Fonte: Secom/Gov.br