Câmara barra alterações do Senado e mantém flexibilidade no acesso ao seguro-defeso; texto segue para sanção
A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quinta-feira (9) as mudanças feita pelo Senado no texto da medida provisória sobre novas regras e critérios sobre o seguro-defeso – benefício pago a pescadores artesanais durante o período de proibição da pesca. A proposta será enviada para a sanção presidencial.
Com a rejeição das alterações, foi retomada a versão aprovada na Câmara (7). No plenário do Senado, o texto sofreu ajustes negociados pelo relator, senador Beto Faro (PT-PA), e a oposição e, por isso, precisou retornar para a avaliação dos deputados.
Prazos e combate a irregularidades
A MP prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o Reap (Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira) de anos anteriores, a partir de 2021.
O texto aprovado mantém mecanismos de controle propostos para combater fraudes, como o cruzamento de dados e exigências de validação cadastral biométrica. Ademais, a MP prevê ainda penalidades para quem fraudar o programa.
Sobre o impacto fiscal, a MP define um teto de R$ 7,9 bilhões para pagamento da União aos pescadores em 2026. Além de excluir do limite despesas referentes a passivos, evitando impacto sobre novos beneficiários.
Por fim, as despesas com o pagamento de benefícios do seguro-defeso totalizaram R$ 4 bilhões entre janeiro e abril deste ano. Um valor 57% maior do que o montante gasto no mesmo período do ano passado, de R$ 2,6 bilhões.
Fonte: cnn



