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Câmara dos Deputados rejeitou nesta quinta-feira (9) mudanças do Senado em MP sobre regras para seguro-defeso. Foto: agência brasil

Câmara rejeita mudanças do Senado em MP sobre regras para seguro-defeso

Câmara barra alterações do Senado e mantém flexibilidade no acesso ao seguro-defeso; texto segue para sanção

A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quinta-feira (9) as mudanças feita pelo Senado no texto da medida provisória sobre novas regras e critérios sobre o seguro-defeso – benefício pago a pescadores artesanais durante o período de proibição da pesca. A proposta será enviada para a sanção presidencial.

Com a rejeição das alterações, foi retomada a versão aprovada na Câmara (7). No plenário do Senado, o texto sofreu ajustes negociados pelo relator, senador Beto Faro (PT-PA), e a oposição e, por isso, precisou retornar para a avaliação dos deputados.

O governo enviou a MP em novembro do ano passado, e ela perderá a validade na próxima terça-feira (14). No plenário, nesta quinta, os parlamentares analisaram e votaram as alterações de forma rápida, em menos de dez minutos, e de forma simbólica, sem registro individual de votos.

Entre as mudanças rejeitadas está a necessidade de comprovar a contribuição ao INSS por parte do pescador de pelo menos seis meses, no período de 12 meses. A MP original previa a medida, mas o texto aprovado pela Câmara não a incluiu, e os senadores a haviam incluído anteriormente.

Por outro lado, os deputados também retomaram a possibilidade de entidade parceira receber requerimento de habilitação e documentos por parte do pescador artesanal. Outro trecho que o Senado havia retirado e depois reincorporou permite o acesso ao seguro-defeso independentemente da renda do pescador.

Prazos e combate a irregularidades

A MP prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o Reap (Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira) de anos anteriores, a partir de 2021.

O texto aprovado mantém mecanismos de controle propostos para combater fraudes, como o cruzamento de dados e exigências de validação cadastral biométrica. Ademais, a MP prevê ainda penalidades para quem fraudar o programa.

Sobre o impacto fiscal, a MP define um teto de R$ 7,9 bilhões para pagamento da União aos pescadores em 2026. Além de excluir do limite despesas referentes a passivos, evitando impacto sobre novos beneficiários.

Por fim, as despesas com o pagamento de benefícios do seguro-defeso totalizaram R$ 4 bilhões entre janeiro e abril deste ano. Um valor 57% maior do que o montante gasto no mesmo período do ano passado, de R$ 2,6 bilhões.

Fonte: cnn