Procon de Dourados divulga pesquisa de material escolar
A Prefeitura de Dourados, por meio do setor de fiscalização do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), realizou no início deste ano a pesquisa de preços do material escolar no município. O levantamento ocorreu entre os dias 5 e 9 de janeiro e abrangeu sete estabelecimentos comerciais da cidade, com o objetivo de orientar os consumidores neste período de maior demanda por produtos escolares.
Ao todo, foram pesquisados 69 itens, e os resultados apontaram variações expressivas de preços entre os estabelecimentos. Entre as maiores diferenças registradas estão o papel almaço com ou sem pauta, que apresentou variação de 1.025%, a lantejoula (648%), o papel pardo (590%), o apontador de lápis simples com depósito (521,88%), o apontador sem depósito (515%), o caderno de caligrafia brochura de 48 folhas (470%) e a cola colorida de 20g (344,09%). Em 30 produtos pesquisados, a diferença entre o menor e o maior preço superou 100%.
Em comparação com a pesquisa realizada em janeiro de 2025, o Procon identificou uma alta média de quase 3% nos valores dos produtos. De acordo com o órgão, a pesquisa tem como principal finalidade apresentar ao consumidor uma amostra das variações de preços encontradas no mercado local e alertar para a importância da comparação antes da compra.
O Procon de Dourados destaca que os preços podem variar significativamente de um estabelecimento para outro. Isso ocorre, portanto, em razão de promoções, descontos e prazos de pagamento. As principais diferenças estão nas marcas. Por isso, a recomendação é, acima de tudo, pesquisar em diversos pontos de venda. É preciso negociar condições e realizar, quando possível, compras coletivas. Essas compras facilitam a obtenção de descontos.
Orientações ao consumidor
Para preservar o orçamento familiar no início do ano, período marcado por despesas extras, o Procon orienta, portanto, que os consumidores racionalizem a compra de material escolar. Eles devem, ainda, aproveitar itens do ano anterior em boas condições.
Na busca pelo menor preço, o consumidor deve, acima de tudo, observar a qualidade e a procedência dos produtos. Assim, evita gastos extras com substituições ao longo do ano letivo. O órgão reforça, ademais, a importância de conhecer os direitos do consumidor. São exemplos os prazos para reclamação de defeitos e o direito de arrependimento em compras online.
O Procon alerta, ainda, sobre cuidados na compra de materiais de vendedores ambulantes. Na maioria dos casos, não há nota fiscal nem garantia de certificação dos produtos. Além disso, materiais com personagens e marcas licenciadas costumam ter preços mais elevados, sem necessariamente apresentar melhor qualidade.
Por fim, o órgão orienta que os pais confirmem, junto às escolas, se todos os itens da lista são realmente necessários. As instituições de ensino não podem, portanto, exigir materiais de uso coletivo. Conforme a legislação municipal, a lista de material escolar deve ser acompanhada de um plano de execução das atividades letivas. Esse plano deve conter, ainda, a descrição detalhada da utilização de cada item ao longo do ano.
Fonte: Secom/Gov.br





