No momento, você está visualizando PREÇO DO BOI GORDO: Expectativa para julho é a menor desde janeiro
Expectativas para o preço do boi gordo em julho caem ao menor nível do ano; entenda o impacto no mercado e as projeções para o segundo semestre de 2026. Foto: Wenderson Araujo/CNA

PREÇO DO BOI GORDO: Expectativa para julho é a menor desde janeiro

Pressão negativa no curto prazo derruba expectativa do preço do boi gordo para julho

A pressão negativa do boi gordo no mercado físico no curto prazo segue refletindo na expectativa do preço do boi gordo, especialmente para julho, que apresentou a maior queda (24) e voltou ao menor valor para o vencimento desde janeiro.

A expectativa do preço do boi gordo para julho de 2026, embora volátil, segue pressionada. Alcançando o menor valor para o vencimento desde o início do ano.

O preço esperado do boi gordo para julho é, de acordo com os dados da B3 de (24). R$332,4 por arroba, ficou mais de R$7,0 por arroba abaixo da referência do físico (Datagro). Isso mostra que a perspectiva negativa de curto prazo para o preço do boi gordo se mantém.

Por outro lado, a expectativa do preço do boi gordo para os meses finais de 2026 é de recuperação, afinal de contas a oferta de animais deve ser menor no período do ano. Além de um consumo doméstico mais aquecido e a demanda pela exportação de carne bovina para a China para 2027 no radar da indústria.

Mercado futuro cai menos que o físico

Apesar de volátil e especulado, o preço futuro do boi gordo apresentou queda menor que o físico ao longo da última semana, considerando os dias entre 17 e 24 de maio.

O fato é que o mercado físico vem apresentando uma maior pressão negativa quando comparado aos dados da B3 no curto prazo, apesar da volatilidade no mercado futuro. É preciso atenção e cuidado em momentos de um mercado especulado.

A pressão negativa no preço do boi gordo ao longo de junho e um preço do bezerro mais estável no período voltaram a aumentar o ágio da categoria de reposição. E os receios relacionados ao poder de compra do pecuarista, que depende da reposição do rebanho no mercado.

Além disso, a exportação de carne bovina do Brasil para a Rússia, em 2026, segue em forte ritmo de alta frente aos anos anteriores. No entanto, segue muito abaixo do que já foi observado no passado.

Por fim, é importante lembrar que a carne bovina brasileira está cada vez mais disputada no mercado internacional. E o aumento do ritmo de compra não aconteceu apenas pelos russos. Os EUA e a União Europeia igualmente vêm apresentando forte aumento no ritmo de compra em 2026.

 Fonte: Datagro