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O conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos fez o petróleo subir 10%, e o preço pode atingir US$ 100 por barril. Veja mais detalhes a seguir. Foto: Divulgação/Petrobras

Petróleo sobe 10% por conflito no Irã e pode atingir US$ 100 por barril

Conflito no Irã faz petróleo saltar 10%, Brent atinge US$ 80 e mercado projeta barril a US$ 100 com risco no Estreito de Ormuz

O conflito no Irã fez o preço do petróleo subir 10% e a commodity pode atingir US$ 100 por barril. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, avançou 10% (1) no mercado de balcão, alcançando cerca de US$ 80 por barril, segundo operadores do setor. Analistas passaram a projetar que a cotação pode chegar a US$ 100 após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Que ampliaram o conflito no Oriente Médio.

 O Brent já havia fechado (27) a US$ 73 por barril, o maior nível desde julho. A alta vinha sendo impulsionada pela preocupação com a possibilidade de ataques, que se confirmaram no dia seguinte.

O mercado futuro, onde são negociados contratos com liquidação em datas posteriores, permanece fechado durante o fim de semana.

“Embora os ataques militares sejam, por si só, favoráveis aos preços do petróleo, o fator-chave aqui é o fechamento do Estreito de Ormuz”, disse Ajay Parmar, diretor de energia e refino da ICIS.

Segundo fontes do mercado, após Teerã alertar embarcações sobre a travessia, a maioria dos armadores de petroleiros, grandes companhias de petróleo e empresas comerciais interrompeu o transporte de petróleo. Combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz. Sendo assim, mais de 20% do petróleo consumido globalmente passa por essa rota.

“Esperamos que os preços abram (após o fim de semana) muito mais próximos de US$100 por barril e talvez excedam esse nível se houver uma interrupção prolongada no Estreito”, disse Parmar.

A analista Helima Croft, do RBC, afirmou que líderes do Oriente Médio alertaram Washington de que uma guerra contra o Irã pode levar o barril a superar US$ 100. Já o Rabobank tem uma projeção menos intensa. Mas ainda prevê preços acima de US$ 90 por barril no curto prazo, descrevendo sua visão como menos “altista”.

Produção em alta

A Opep+ (1) — grupo que reúne países produtores de petróleo e aliados — decidiu elevar a produção em 206.000 barris por dia (bpd) a partir de abril. Esse acréscimo, contudo, representa menos de 0,2% da demanda global.

De acordo com Jorge Leon, economista de energia da Rystad, mesmo que parte do fluxo seja redirecionada por rotas alternativas, como o oleoduto Este-Oeste da Arábia Saudita e o oleoduto de Abu Dhabi, um eventual fechamento do Estreito de Ormuz retiraria entre 8 milhões e 10 milhões de bpd da oferta global.

A Rystad estima que, na reabertura do mercado, os preços possam subir US$ 20, alcançando cerca de US$ 92 por barril.

Além disso, a crise também levou governos e refinarias da Ásia a revisar estoques e buscar rotas e fontes alternativas de abastecimento.

Em um webinar (1), analistas da Kpler disseram que a Índia pode recorrer ao petróleo russo. Contudo, para compensar uma eventual redução de fornecimento do Oriente Médio.

Fonte: g1