O ovo de Páscoa custa R$ 822,39 por quilo e fica 3,5 vezes mais caro que a tradicional barra de chocolate
Trocar o caro ovo de Páscoa por uma barra de chocolate pode representar economia significativa para o consumidor. Levantamento exclusivo da Neogrid, considerando dados mensais de fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026 nos supermercados, hipermercados e atacarejos, mostra que o preço médio por quilo de um ovo de 100g chegou a R$ 822,39 em fevereiro de 2026. No mesmo período, a barra de 100g foi comercializada, em média, por R$ 234,90/kg. A diferença supera três vezes o valor por quilo, reforçando que o formato influencia diretamente no bolso. A Neogrid analisou cerca de 40 milhões de notas fiscais mensalmente em todo o país, examinando dados de fevereiro de 2025 até 19 de fevereiro de 2026.
A análise revela que o tamanho da embalagem é determinante na formação do preço. Entre os ovos, os modelos de 100g permanecem entre os mais caros proporcionalmente. Enquanto versões de 350g apresentaram preço médio próximo de R$ 255/kg em fevereiro de 2026 — patamar significativamente inferior ao das embalagens menores. Já os ovos de 20g ficaram acima de R$ 560/kg no mesmo período.
Embora a substituição pelo formato em barra reduza o valor pago por quilo, o chocolate como categoria registrou aumento expressivo nos últimos 12 meses. A barra de 100g acumulou alta superior a 30% entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026. Outros tamanhos tradicionais seguiram trajetória semelhante, indicando pressão consistente ao longo da cadeia, impulsionada principalmente pela valorização da matéria-prima.
Sobre o ovo de Páscoa
Em conclusão, descubra quando o produto chegou ao Brasil.
O ovo de Páscoa chegou ao Brasil por volta do início do século XX, trazido principalmente pelos imigrantes europeus, especialmente os alemães e italianos, que já tinham a tradição de presentear com ovos de chocolate na época da Páscoa. No começo, pequenas confeitarias e famílias produziam artesanalmente esses ovos, e só mais tarde, a partir das décadas de 1940 e 1950, grandes indústrias de chocolate brasileiras passaram a comercializá-los em escala.




