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ONS adota medida inédita para equilibrar a geração de energia elétrica frente ao excesso de oferta no Brasil. Foto: Divulgação

ONS aciona plano emergencial e reduz geração de energia elétrica em 12 estados

Plano emergencial do ONS reduz geração de energia elétrica em pequenas usinas para evitar sobrecarga na rede

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) acionou pela primeira vez (7) o plano emergencial para reduzir a geração de energia elétrica no país devido ao excesso de oferta. A medida ocorreu entre 10h e 14h e atingiu principalmente pequenas usinas solares ligadas às redes de distribuição.

O objetivo é evitar desequilíbrios no sistema e reduzir o risco de interrupções no fornecimento.

Além de Mato Grosso do Sul, outros 11 estados participaram da suspensão programada, conforme a confirmação das distribuidoras CPFL Paulista, Cemig, Copel, Celesc, EDP Espírito Santo, Energisa MT-MS, Equatorial GO, Neoenergia Coelba, Neoenergia Elektro, Neoenergia Pernambuco e RGE. Juntas, elas concentram cerca de 80% da potência instalada das chamadas usinas Tipo III, grupo formado por empreendimentos sem gestão centralizada pelo operador.

O mecanismo entrou em vigor após o operador concluir que os cortes tradicionais nas usinas sob sua coordenação não seriam suficientes para equilibrar a rede. Com a previsão de baixo consumo no domingo e elevada produção de energia solar, o sistema poderá receber mais eletricidade do que a demanda necessária.

Excesso de geração aumenta risco operacional

Segundo o ONS, a combinação entre baixa atividade econômica típica dos fins de semana e condições favoráveis à geração fotovoltaica amplia o risco de sobrecarga operacional. Nesses casos, equipamentos de proteção podem desligar trechos da rede automaticamente para preservar a estabilidade do sistema.

A medida utiliza o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. Aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em novembro de 2025. Esta é a primeira vez que o instrumento é colocado em prática.

O plano permite que distribuidoras reduzam a produção de pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa, parques eólicos de menor porte e, principalmente, sistemas solares que não possuem controle direto do operador nacional.

Por fim, o ONS monitora o sistema com até sete dias de antecedência e informa às distribuidoras a necessidade de restrição. As concessionárias definem quais empreendimentos terão a geração reduzida. Seguindo critérios que priorizam usinas com maior previsão de produção e um sistema de rodízio para evitar prejuízos recorrentes aos mesmos geradores.

Fonte: o globo