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MS mantém área livre de aftosa com união dos produtores. Foi realizado (27) fórum com o objetivo de orientar ações de prevenção Foto: Secom/Gov.br

Elo forte entre produtor e Governo impulsiona o agronegócio e abre novos mercados para produtos de MS

MS mantém área livre de aftosa com união dos produtores

Fortalecer o elo entre o produtor e os governos estadual e federal é a chave para manter o status de área livre de aftosa no Estado de MS. E esta união é que vai fazer o Estado alçar mais mercados internacionais para escoar seus produtos.

Esta foi a principal mensagem reforçada pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (semadesc) Jaime Verruck, durante a abertura do 8º Fórum PNEFA MS, promovido no âmbito do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (PNEFA).

O Fórum orientou as ações de vigilância sanitária e de prevenção à febre aftosa no Estado de MS, para manter a área livre da doença. Assim, o evento reuniu (27) representantes do governo estadual (por meio da Iagro e da Semadesc), produtores, lideranças do setor agropecuário, técnicos, médicos-veterinários, zootecnistas, sindicatos e demais atores do agronegócio, tanto do setor público quanto privado.

Presença de autoridades

Estiveram presentes o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck; o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold; e o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta.

Durante o encontro, o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold apresentou as ações de vigilância desenvolvidas pela Iagro, com destaque para o sistema digital adotado pela agência.

“A conquista da área livre de aftosa é uma grande conquista, porém, exige trabalho contínuo. Nosso governador e nossa equipe têm se dedicado a abrir esses mercados e demonstrar a viabilidade do Estado. A vigilância epidemiológica e a segurança sanitária são cruciais, especialmente para a proteção contra doenças como a febre aftosa, considerando a localização estratégica do Mato Grosso do Sul. A ausência de vacinação contra a aftosa não representa um risco, dado que o vírus foi erradicado. No entanto, a vigilância sanitária permanece rigorosa. Em caso de eventualidade, como a ocorrência de febre aftosa, nossa agência, que trabalha com inteligência e monitoramento territorial, está preparada para responder”, explicou.

O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, falou sobre a importância do status sanitário sem vacinação e as ações que estão sendo tomadas para manter o status e a qualidade do rebanho sul-mato-grossense.

“Acreditamos que alcançamos resultados significativos com a área livre de aftosa, colocando o Brasil em posição de destaque na sanidade agropecuária. Mas é fundamental estabelecer um programa de vigilância permanente. Nosso foco é manter essa vigilância”, salientou o titular da Semadesc.

Mercados potenciais

Na sua palestra, “Do MS para o Mundo: Ações do Governo para acesso a novos mercados”, destinada a uma plateia de produtores, técnicos e lideranças rurais, Verruck mostrou que o Mato Grosso do Sul tem se consolidado como uma potência agroambiental, com forte expansão produtiva e transição econômica. Ampliação nos últimos anos ficou em 516% na área plantada com as mais diversas culturas.

“Estamos ampliando áreas de grãos, cana-de-açúcar e florestas plantadas sobre pastagens, fortalecendo cadeias produtivas que contribuem para o desenvolvimento sustentável e competitivo” sustentou.

Ele lembrou que a economia sul-mato-grossense se destaca nacionalmente com uma das maiores taxas de crescimento do país, impulsionada pelo agronegócio, pela industrialização e pela expansão de mercados internacionais. “A transformação produtiva tem reposicionado o Estado como referência em equilíbrio entre produção, conservação ambiental e inovação tecnológica”, destacou.

Programas estratégicos

No campo ambiental, programas estratégicos reforçam o compromisso do Governo. São eles o PSA Bioma Pantanal. Além disso, o PSA Brigadas de Incêndio. Por conseguinte, o Plano de Desenvolvimento de Cadeias Produtivas e o incentivo ao uso múltiplo dos rios cênicos. Desse modo, promovem sustentabilidade. Logo, valorizam serviços ambientais.

O comércio exterior do Estado demonstra robustez. Assim, movimenta R$ 9,9 bilhões ao ano. Nesse sentido, exporta para 170 países. Em especial, na Ásia, Europa e América do Norte.

“As exportações são diversificadas e incluem proteínas animais, complexo soja, produtos florestais e outros itens relevantes da pauta agropecuária. A China permanece como principal destino, mas o Estado tem ampliado sua presença em mais de uma centena de países”, frisou.

Verruck enfatizou que as oportunidades para novos mercados vêm se fortalecendo com a abertura comercial promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. “A diversificação de produtos e categorias fortalece a participação do Brasil — e do MS — no comércio mundial, com destaque para proteínas, frutas, sementes, material genético e produtos de origem animal e vegetal”, pontuou.

Crescimento das exportações de bovinos, suínos e frangos

O setor de proteína animal no Mato Grosso do Sul segue com desempenho consistente, com crescimento das exportações de bovinos, suínos e frangos. O Estado mantém posição de destaque no ranking nacional, contribuindo de forma significativa para o resultado brasileiro no setor.

No ranking nacional, conforme dados de 2024, MS é o 7º maior exportador de carnes do País, atrás de PR (1º), SC (2º), SP (3º), respondendo por 6,54% das exportações nacionais de carnes. A participação da Proteína animal nas Exportações do MS é de 17,93%. Em valores foram mais US$ 1,9 bilhão no setor, relativo a quase 490 mil toneladas de carnes.

A implantação da plataforma de conformidade ambiental coloca MS na vanguarda. Assim, atende exigências internacionais. Por conseguinte, relacionadas ao desmatamento zero. Além disso, ao rastreamento produtivo. Desse modo, desenvolvida com União Europeia. Portanto, instituições acadêmicas. O foco inclui cadeias da soja, milho e pecuária.

Em suma, entre os desafios do mercado de proteínas animais estão a adequação ambiental para atender exigências europeias, acordos internacionais, comprovação de sustentabilidade, baixa emissão de carbono, recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária-floresta. Também influenciam o cenário global fatores como transição tributária e instabilidades geopolíticas.

Logística em foco

A logística é outro ponto estratégico da gestão estadual, conforme afirmou o titular da Semadesc.

“A Rota Bioceânica consolida-se como o principal vetor de integração entre o Mato Grosso do Sul e os mercados do Pacífico, reduzindo distâncias, custos e prazos para o comércio exterior. A ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, já em fase final com mais 80% concluída e simboliza essa transformação. O Estado também avança em rodovias, hidrovias e ferrovias que dão suporte ao desenvolvimento produtivo”, complementou.

“O Governo de MS reforça que o diálogo com o setor produtivo, a inovação e a sustentabilidade são pilares essenciais para ampliar mercados, garantir competitividade e consolidar o Estado como referência mundial em produção sustentável”, concluiu.

Fonte: Secom/Gov.br