Mdic detalha regras para acesso ao crédito de R$ 21,2 bilhões do programa Move Brasil, priorizando sustentabilidade e renovação da frota
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) detalhou as regras para acesso aos R$ 21,2 bilhões em crédito do programa Move Brasil, voltado à renovação da frota de caminhões, ônibus e implementos rodoviários no país. 

A pasta publicou no Diário Oficial da União (DOU) a portaria com as normas que estabelecem quem pode contratar o financiamento e quais veículos são elegíveis.
A medida busca facilitar a compra de veículos com juros mais baixos que os praticados no mercado, ao mesmo tempo em que impõe critérios ambientais e de produção nacional.
O crédito está disponível para:
Pessoas físicas, como transportadores autônomos;
Cooperativas;
Empresas do setor de transporte.
Podem ser financiados:
- Caminhões;
- Ônibus;
- Implementos rodoviários (como reboques e carrocerias).
Para serem aceitos no programa, os veículos precisam cumprir duas exigências principais:
- Sustentabilidade: respeitar limites de emissão de poluentes;
- Origem nacional: atender a índices mínimos de fabricação no Brasil.
Esses critérios seguem as diretrizes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos.
Ademais, uma das formas de conseguir condições ainda melhores no financiamento é entregar um veículo antigo como parte do processo.
Para isso, o veículo usado precisa:
- Estar em condições de rodagem;
- Ter licenciamento regular (2024 ou posterior);
- Ter mais de 20 anos de fabricação;
- Após a operação, o proprietário deve comprovar que o veículo foi encaminhado para reciclagem em até 180 dias.
Financiamento
Os prazos variam conforme o perfil:
Até 10 anos (120 meses) para autônomos, com até 12 meses de carência (prazo para pagar a primeira prestação);
Até 5 anos (60 meses) para empresas, com até 6 meses de carência
O valor máximo por financiamento é de R$ 50 milhões por cliente.
Com a nova regulamentação, o governo pretende:
Renovar a frota de transporte no país;
Reduzir a emissão de poluentes;
Incentivar a indústria nacional;
Ampliar o acesso ao crédito com juros mais baixos.
Por fim, a expectativa é que as novas regras acelerem a adesão ao programa e ampliem os investimentos no setor de transporte.
Fonte: agência brasil







