“Isso (a greve de 48 horas) claramente paralisa totalmente as atividades de agroexportação e nos parece uma medida totalmente política e distante das necessidades específicas”, disse Gustavo Idígoras, presidente da CIARA-CEC, à Reuters.
Mobilização coincide com paralisação geral
A greve, que começou (18) vai se estender até a meia-noite desta quinta-feira, coincidirá parcialmente com a paralisação geral confirmada para quinta-feira pela poderosa Confederação Geral do Trabalho (CGT), que deverá, dessa forma, paralisar a atividade do país.
Impacto nos portos e em Rosário
A greve dos trabalhadores marítimos afetou a atracação e desatracação de navios. O transporte de práticos e os serviços a embarcações, principalmente na área portuária de Rosário. Um dos maiores centros de exportação agrícola do mundo.
“Esta ação visa defender nossos direitos trabalhistas e a estabilidade de nossos empregos”, afirmou a Federação dos Trabalhadores Marítimos e Fluviais (Fesimaf) em um comunicado à imprensa divulgado nas redes sociais.
Reforma trabalhista gera reação sindical
A Câmara dos Deputados da Argentina deveria debater nesta quinta-feira o projeto de reforma trabalhista, já aprovado na semana passada pelo Senado, que enfrenta ampla rejeição dos sindicatos argentinos por flexibilizar as condições de contratação, reduzir as indenizações por demissão, limitar o direito à greve e permitir jornadas de trabalho mais longas.
Adesão de sindicatos do polo oleaginoso
Além das greves anunciadas por diversas entidades, o sindicato dos trabalhadores da indústria processadora de oleaginosas (SOEA) de San Lorenzo, o polo agroexportador localizado ao norte de Rosário, onde se concentra a maioria das usinas de processamento de soja do país, aderiu à greve (18).
O SOEA também aderiu às greves anunciadas por diversos sindicatos. “Condenamos veementemente essa suposta modernização que busca apenas legalizar a erosão dos direitos trabalhistas”, declarou o SOEA em um comunicado à imprensa.
Argentina lidera exportações de derivados de soja
Todavia, a Argentina é a maior exportadora mundial de óleo e farelo de soja.
Governo aponta impacto econômico das greves
O governo Milei considera, contudo, as greves recorrentes um problema que afeta a produtividade da Argentina.
“As greves não são neutras para a atividade econômica. Quando o transporte e os portos são afetados, o impacto vai além do dia de trabalho perdido. A Argentina depende de sua capacidade de exportação para manter o fluxo de divisas”, disse Ion Jauregui, analista da consultoria ActivTrades.
Fonte: cnn



