Grécia estabelece limite de idade para proteger o bem-estar juvenil e combater a dependência digital em redes sociais por menores
O governo da Grécia anunciou nesta quarta-feira (8) que proibirá que menores de 15 anos acessem redes sociais a partir de 1º de janeiro de 2027.
Segundo informações da Reuters, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis fez o anúncio em uma mensagem de vídeo, na qual afirmou que muitos pais relataram problemas relacionados ao uso excessivo de telas, como insônia, ansiedade e dependência digital.
“A Grécia estará entre os primeiros países a tomar tal iniciativa”, disse Mitsotakis. “Tenho certeza, no entanto, de que não será o último. Nosso objetivo é pressionar a União Europeia nessa direção também.”
A medida faz parte de um pacote mais amplo de proteção à saúde mental de crianças e adolescentes. Nos últimos anos, o governo grego intensificou políticas públicas voltadas ao uso consciente da tecnologia, incluindo campanhas educativas e ferramentas digitais de monitoramento parental.
Além disso, a Grécia já proibiu o uso de celulares dentro das escolas. Com o objetivo de melhorar o foco dos alunos e reduzir distrações em sala de aula. Autoridades locais também incentivam pais e responsáveis a estabelecer limites claros para o tempo de exposição às telas.
Proibição de redes sociais para jovens cresce em outros países
O debate sobre o impacto das redes sociais na saúde mental de jovens cresce em diversos países. Em dezembro, a Austrália aprovou uma lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos às plataformas digitais. Exigindo que empresas reforcem mecanismos de verificação de idade.
Outros países, como Reino Unido, França, Dinamarca, Polônia e Malásia, discutem propostas semelhantes. Todavia, especialistas defendem que governos, famílias e empresas de tecnologia devem agir em conjunto para equilibrar os benefícios da internet com a proteção do bem-estar infantil.
Em conclusão, pesquisas recentes mostram que o uso excessivo de redes sociais pode prejudicar a concentração, reduzir a qualidade do sono e aumentar o risco de depressão em crianças e adolescentes. Com isso, autoridades esperam que a nova lei contribua para hábitos digitais mais saudáveis e conscientes, incentivando interações offline e atividades físicas entre os jovens.



